Pedro Cardoso confirma apoio a Lula e prevê risco da extrema direita: “Vão nos matar”
Pedro Cardoso anuncia voto em Lula para 2026 e afirma que setores radicais planejam silenciar opositores com violência
O ator Pedro Cardoso tornou pública sua posição para as eleições presidenciais de 2026 ao confirmar que votará no presidente Luiz Inácio Lula da Silva caso o petista confirme sua candidatura à reeleição. A manifestação foi registrada em entrevista divulgada no dia 11 de maio pelo canal de comunicação Brasil 247 e reacendeu o debate sobre a participação de artistas no cenário político nacional.
Durante a conversa, Cardoso apresentou argumentos que, segundo ele, sustentam sua decisão eleitoral. O ator citou dados relacionados à expansão do ensino superior no país, mencionando o aumento no número de universidades federais, a criação de novos campi em regiões historicamente afastadas dos grandes centros e a ampliação de programas de financiamento estudantil que permitiram o ingresso de estudantes de baixa renda em instituições públicas e privadas. Na avaliação do artista, essas políticas representaram uma mudança profunda na estrutura educacional brasileira e abriram portas para uma parcela da população que antes não enxergava possibilidade real de frequentar uma faculdade.
Outro ponto destacado pelo ator foi o conjunto de iniciativas voltadas ao combate à fome e à miséria. Cardoso lembrou que, durante os mandatos anteriores de Lula, o Brasil chegou a sair do mapa da fome elaborado por organismos internacionais, resultado de uma combinação de programas de transferência de renda, geração de empregos e fortalecimento da agricultura familiar. Para ele, esses avanços não podem ser tratados como conquistas menores ou secundárias, pois afetam diretamente a dignidade humana e a estabilidade social do país.
O artista também fez questão de ampliar o alcance de sua mensagem para além da disputa presidencial. Cardoso defendeu que os eleitores progressistas adotem uma postura criteriosa na escolha de deputados federais, senadores, governadores e deputados estaduais. Ele argumentou que a governabilidade de qualquer presidente passa necessariamente pela composição do Congresso Nacional e que a eleição de parlamentares comprometidos com a agenda democrática é essencial para impedir o avanço de propostas autoritárias. O ator afirmou que o voto em candidatos alinhados com pautas de ódio, intolerância e desrespeito às instituições representa um risco real para o funcionamento da República.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de a extrema direita retornar ao poder em 2026, Pedro Cardoso adotou tom de alerta e fez previsões duras sobre o que poderia ocorrer com opositores políticos, artistas, jornalistas e lideranças sociais. O ator declarou que setores radicais não pretendem apenas vencer eleições, mas sim eliminar vozes divergentes por meio de perseguição, prisão, tortura e assassinato. Ele traçou um paralelo com o período da ditadura militar brasileira, iniciada com o golpe de 1964, e afirmou que os métodos utilizados naquela época continuam presentes no imaginário de grupos extremistas que atuam na política atual.
Cardoso ressaltou que o autoritarismo não se instala de forma imediata, mas sim por etapas. Segundo o ator, o primeiro movimento costuma ser a desqualificação da imprensa, seguida pela criminalização de movimentos sociais, pelo enfraquecimento do Poder Judiciário e pela intimidação de artistas e intelectuais. Ele afirmou que esses sinais já podem ser observados no Brasil contemporâneo e que ignorá-los seria um erro histórico com consequências devastadoras.
A declaração do ator surge em um contexto de reorganização das forças políticas brasileiras com vistas ao próximo ciclo eleitoral. Lideranças de diferentes campos ideológicos já iniciaram movimentações para definir alianças, nomes de candidatos e estratégias de comunicação. A manifestação pública de Pedro Cardoso se soma a uma série de posicionamentos de personalidades do meio artístico que decidiram sair da neutralidade e declarar apoio a projetos políticos específicos.
O ator encerrou sua fala fazendo um apelo direto aos eleitores. Ele pediu que os cidadãos compareçam às urnas com consciência do momento histórico vivido pelo país e que rejeitem candidaturas que representem retrocessos nos campos dos direitos humanos, da educação, da cultura e da liberdade de expressão. Para Cardoso, a eleição de 2026 não será apenas uma disputa entre partidos ou nomes, mas uma escolha entre dois caminhos distintos para o futuro do Brasil: um baseado na convivência democrática e outro marcado pelo autoritarismo e pela violência.
A íntegra da entrevista com Pedro Cardoso foi publicada pelo Brasil 247 em 11 de maio e está disponível para consulta pública nos canais oficiais do veículo.
Fonte: Brasil 247, entrevista com Pedro Cardoso, publicada em 11 de maio.
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