Turista com gastroenterite passa mal em montanha-russa e vômito atinge 14 passageiros
Reação em cadeia de náusea ocorre na Red Force do PortAventura World; administração classifica episódio como acidente involuntário e não aplicou sanções
Um turista que apresentava sintomas de gastroenterite passou mal a bordo da montanha-russa Red Force, no parque temático PortAventura World, na Espanha, e acabou espalhando vômito que atingiu 14 passageiros, segundo relatos oficiais e testemunhas. A atração, que atinge velocidades de até 180 km/h, projetou os resíduos pelo vento, desencadeando uma reação em cadeia de enjoo entre os ocupantes dos vagões seguintes.
O incidente ocorreu durante uma sessão regular de funcionamento da Red Force, uma das atrações mais rápidas do parque. Fontes presentes no local relataram que o passageiro começou a se sentir mal pouco depois da partida, apresentando sinais compatíveis com gastroenterite. Em poucos segundos, o conteúdo expelido foi levado pela força do deslocamento do ar e atingiu outros visitantes, provocando náuseas e vômitos em cadeia. Equipes de emergência do parque prestaram atendimento imediato aos afetados.
Testemunhas descreveram cenas de pânico e desconforto, com passageiros tentando se proteger enquanto os vagões seguiam em alta velocidade. Alguns ocupantes relataram tontura e mal-estar persistente após o término do percurso, e o parque disponibilizou áreas de atendimento médico para avaliação e suporte. Não houve, até o momento, registro de ferimentos graves; os relatos indicam que os sintomas foram, em sua maioria, de natureza gastrointestinal e de enjoo.
A administração do PortAventura World divulgou nota classificando o episódio como um acidente involuntário causado por um passageiro que já apresentava quadro de indisposição antes de embarcar. A direção do parque afirmou que segue protocolos de segurança e higiene e que não aplicou punições ao visitante envolvido, por entender que não houve intenção de causar dano. A nota também informou que o parque cooperou com as equipes de atendimento e que realizou a limpeza e desinfecção das áreas afetadas após o encerramento da operação da atração.
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Especialistas em segurança de parques e em saúde pública consultados por veículos locais explicam que montanhas‑russas de alta velocidade podem amplificar a dispersão de fluidos corporais devido à combinação de aceleração, vento relativo e movimento dos vagões. Em ambientes fechados ou em atrações com compartimentos próximos, esse tipo de evento pode provocar contaminação superficial e desconforto entre os demais passageiros, embora o risco de transmissão de doenças dependa do agente infeccioso e das condições de higiene subsequentes.
Fontes internas do parque confirmaram que os procedimentos padrão foram acionados: avaliação médica dos afetados, registro do incidente e limpeza das instalações. O protocolo inclui também a oferta de informações aos visitantes sobre cuidados a tomar após exposição a fluidos corporais e a recomendação de procurar atendimento médico caso os sintomas persistam ou piorem.
Entre os passageiros atingidos, alguns relataram que não houve aviso prévio sobre a possibilidade de embarcar pessoas com sintomas de doença contagiosa, e pediram maior rigor na triagem pré-embarque. Especialistas em gestão de parques ressaltam que, embora exista um equilíbrio entre a experiência do visitante e medidas de segurança, a triagem visual e a orientação clara sobre não embarcar quando se está doente são práticas recomendadas para reduzir riscos.
O episódio reacende o debate sobre responsabilidades e limites de atuação dos parques temáticos em situações em que um visitante, por motivos de saúde, causa desconforto a terceiros. Juristas consultados por meios de comunicação apontam que, em geral, a responsabilização depende da comprovação de negligência ou dolo; em casos classificados como acidentes involuntários, a aplicação de sanções é incomum, cabendo ao parque reforçar medidas preventivas e de comunicação.
Após o incidente, o PortAventura World reforçou que revisará seus procedimentos de triagem e comunicação com os visitantes, sem, no entanto, anunciar mudanças imediatas nas regras de embarque. O parque também reiterou a disponibilidade de atendimento médico no local e a prioridade à segurança e bem‑estar dos visitantes.
Situação atual e recomendações
- Estado dos afetados: não há relatos de ferimentos graves; a maioria apresentou náuseas e vômitos, com atendimento no local.
- Ação do parque: limpeza e desinfecção da atração; oferta de atendimento médico; registro do incidente.
- Medidas sugeridas por especialistas: reforço na orientação pré-embarque para que pessoas com sintomas de doença não utilizem atrações; triagem visual e comunicação clara sobre riscos; protocolos de higiene e desinfecção entre sessões.
Conclusão
O episódio na Red Force do PortAventura World foi tratado pela administração como um acidente involuntário provocado por um turista com gastroenterite, que acabou atingindo 14 passageiros ao vomitar durante o percurso. O caso gerou desconforto generalizado entre os ocupantes e reacendeu discussões sobre prevenção, triagem e responsabilidades em parques temáticos, enquanto o parque afirma ter seguido seus protocolos de segurança e higiene.