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Histórias

Ellenn Salviano revela como improvisou equipamento que ajudou a salvar bebê em estado grave no RN

By Estagiário
junho 4, 2026 3 Min Read
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Um caso ocorrido no interior do Rio Grande do Norte ganhou repercussão nacional após a divulgação da história da médica Ellenn Salviano, que utilizou uma embalagem plástica de bolo para improvisar um capacete de oxigênio e ajudar a salvar a vida de um bebê de apenas três meses. O episódio aconteceu em junho de 2024 no Hospital Municipal de Santa Cruz e se tornou um exemplo de criatividade, rapidez e comprometimento diante da falta de recursos em uma situação de extrema emergência.

De acordo com os relatos sobre o caso, a criança foi levada à unidade hospitalar apresentando um quadro gravíssimo de insuficiência respiratória. O bebê chegou com dificuldade severa para respirar e necessitava de suporte imediato para manter níveis adequados de oxigenação. No entanto, o hospital não possuía naquele momento um capacete neonatal apropriado, equipamento utilizado para fornecer oxigênio de forma contínua a pacientes pediátricos em estado crítico.

Com a vida da criança em risco e sem tempo para aguardar a chegada de equipamentos especializados, a médica Ellenn Salviano e profissionais da equipe de enfermagem passaram a buscar alternativas que pudessem garantir a estabilização do paciente. Após analisarem os materiais disponíveis na unidade, encontraram uma embalagem plástica transparente utilizada para acondicionar bolos.

O recipiente foi cuidadosamente higienizado e adaptado para funcionar como uma espécie de capacete de oxigênio improvisado. A estrutura recebeu ajustes para permitir a passagem do fluxo de oxigênio e criar um ambiente com concentração adequada do gás ao redor da cabeça do bebê, ajudando a reduzir o esforço respiratório e melhorando sua condição clínica.

Segundo as informações divulgadas, o improviso foi essencial para manter o recém-nascido estável durante aproximadamente quatro horas. Esse período foi considerado decisivo pelos profissionais envolvidos, já que permitiu ganhar tempo enquanto eram adotadas medidas administrativas e judiciais para garantir uma transferência adequada.

Diante da gravidade do quadro, foi necessária uma intervenção judicial para assegurar uma vaga em uma Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica. Após a autorização, o bebê foi transferido de ambulância para um hospital em Natal, capital do estado, onde recebeu atendimento especializado e continuidade ao tratamento.

A estratégia improvisada acabou cumprindo exatamente o objetivo esperado pelos profissionais de saúde: manter a criança viva até que pudesse chegar a uma unidade com recursos mais avançados. O caso passou a ser citado como exemplo de atuação rápida em situações de emergência, especialmente em regiões onde hospitais enfrentam limitações estruturais e escassez de equipamentos.

Especialistas destacam que improvisações desse tipo não substituem dispositivos médicos certificados, mas podem representar uma alternativa temporária em cenários extremos, quando a ausência de uma intervenção imediata pode resultar na perda do paciente. Nessas circunstâncias, a experiência da equipe e a capacidade de adaptação tornam-se fatores determinantes para aumentar as chances de sobrevivência.

A história também reacendeu debates sobre a necessidade de investimentos na saúde pública, principalmente em hospitais de menor porte localizados no interior do país. Profissionais da área apontam que a disponibilidade de equipamentos adequados para atendimento neonatal e pediátrico é fundamental para evitar que equipes médicas precisem recorrer a soluções emergenciais em situações de alto risco.

O caso da médica Ellenn Salviano tornou-se símbolo de dedicação profissional e ganhou reconhecimento por demonstrar como a criatividade aliada ao conhecimento técnico pode fazer diferença em momentos decisivos. Graças à ação rápida da equipe e ao uso da embalagem adaptada como capacete de oxigênio, o bebê conseguiu resistir ao período crítico, ser transferido para atendimento especializado e receber a assistência necessária para continuar lutando pela vida.

Fonte: Relatos divulgados sobre o atendimento realizado no Hospital Municipal de Santa Cruz, Rio Grande do Norte, em junho de 2024.

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