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Astrônomo do Vaticano diz que batizaria alienígenas e os considera filhos de Deus

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O astrônomo Richard Anthony D’Souza, recentemente nomeado pelo Papa Leão XIV como diretor da Specola Vaticana, causou repercussão ao afirmar que acolheria alienígenas na Igreja Católica e que, se possível, chegaria a batizá-los. A declaração surgiu durante uma entrevista ao jornal britânico The Telegraph, na qual ele abordou temas sobre fé, ciência e a possibilidade de vida fora da Terra.

Inspirado pelo livro “Você batizaria um extraterrestre?… E outras perguntas da caixa de entrada dos Astrônomos no Observatório do Vaticano”, escrito por seu antecessor Guy Consolmagno, D’Souza refletiu sobre como a Igreja lidaria com o contato com seres de outros mundos. Ele afirmou que, se os alienígenas existirem, também fariam parte da criação divina, portanto seriam filhos de Deus e dignos de acolhimento espiritual.

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A Specola Vaticana, instituição que D’Souza agora dirige, é um dos observatórios astronômicos mais antigos do planeta. Fundada oficialmente em 1891 e ligada diretamente à Santa Sé, ela é administrada pela Companhia de Jesus e está localizada em Castel Gandolfo, uma cidade próxima de Roma que já serviu como residência de verão dos papas. O local simboliza o encontro entre fé e ciência, e há décadas seus astrônomos estudam o cosmos em busca de compreender melhor a criação.

Durante a entrevista, D’Souza destacou que a aceitação de vida extraterrestre exigiria uma profunda reflexão teológica. Para ele, a ideia de batizar alienígenas não seria absurda, mas uma consequência lógica da crença em um Deus universal. “A teologia teria de ser repensada para incluir seres de outros mundos, mas a fé cristã é suficientemente ampla para acolher toda a criação”, explicou.

Ele também reconheceu os desafios práticos dessa proposta. O batismo, segundo a doutrina católica, requer presença física e interação direta. D’Souza observou que a distância seria o principal obstáculo. “A maior dificuldade não seria teológica, mas logística. Precisaríamos entender como chegar até eles ou como eles poderiam vir até nós antes de qualquer cerimônia religiosa.”

A fala do astrônomo reacende o debate sobre como a religião se adaptaria diante de uma eventual descoberta de vida inteligente fora da Terra. Ao unir ciência e fé, D’Souza reforça a visão de que o universo, em toda a sua imensidão, pode ser expressão da mesma criação divina que inspira a humanidade desde os tempos antigos.

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