Para atingir alvos subterrâneos altamente protegidos, como o complexo nuclear de Fordow, no Irã, Israel depende de uma arma extremamente específica e poderosa: a Massive Ordnance Penetrator (MOP), uma bomba antibunker desenvolvida pelos Estados Unidos para atravessar camadas espessas de terra e concreto.
Mas essa bomba colossal, com 13.600 kg e capacidade de perfurar mais de 60 metros de profundidade, só pode ser transportada por uma única aeronave no mundo: o lendário B-2 Spirit, o bombardeiro furtivo mais avançado da Força Aérea dos EUA.
O avião que carrega o impossível
Conhecido também como Stealth Bomber, o B-2 Spirit foi projetado com um formato de asa voadora, o que lhe garante altíssima capacidade de evasão aos radares inimigos. Essa furtividade torna o B-2 ideal para ataques cirúrgicos em áreas fortemente vigiadas, como as instalações nucleares iranianas.
Capaz de carregar até 18.000 kg de carga útil oficialmente, o B-2 já foi testado transportando duas MOPs simultaneamente — totalizando mais de 27.000 kg de armamento destrutivo.
Especificações impressionantes
Movido por quatro motores General Electric F118-GE-100, o bombardeiro atinge velocidade de até 1.010 km/h e voa a uma altitude de 15.000 metros. Com 21 metros de comprimento e uma envergadura de 52 metros, o B-2 é operado por apenas dois tripulantes: piloto e copiloto.
Segundo a fabricante Northrop Grumman, o B-2 pode alcançar qualquer lugar do planeta com apenas algumas horas de voo, reforçando sua importância estratégica em ações de longo alcance.
Fordow na mira
O complexo de Fordow, localizado nas profundezas das montanhas iranianas, é uma das estruturas mais protegidas do programa nuclear do Irã. Para destruí-lo, seria necessário um ataque de precisão com bombas de penetração profunda — exatamente o cenário para o qual o B-2 Spirit foi projetado.
Segundo o The New York Times, o governo de Israel pressiona os EUA há anos para obter o armamento necessário, especialmente as MOPs. Embora os pedidos tenham sido feitos desde administrações anteriores, agora, com a escalada da tensão, a possibilidade de fornecimento voltou à mesa — mesmo com o presidente Donald Trump ainda tentando manter uma frente diplomática.
Se autorizado, o envio dessa tecnologia pode representar uma mudança drástica no equilíbrio militar do Oriente Médio e um golpe direto ao programa nuclear iraniano.
