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Cadela Pretinha, companheira do cão Orelha, morre após luta contra doença grave em Florianópolis

Mundo Animal

Na noite de 9 de fevereiro de 2026, Pretinha, cadela que ficou conhecida por viver ao lado do cão Orelha na Praia Brava, em Florianópolis, morreu depois de uma batalha intensa contra uma doença grave. O falecimento aconteceu em uma clínica veterinária da capital catarinense, onde Pretinha estava internada há semanas recebendo tratamento especializado depois de ser retirada das ruas para cuidados médicos. A confirmação do óbito foi feita pelo empresário Bruno Ducatti, que acompanhava pessoalmente o caso e cuidava dela desde que foi acolhida após a repercussão do caso envolvendo Orelha.

O quadro clínico de Pretinha incluía falência renal avançada, agravada pela dirofilariose, parasitose conhecida popularmente como “verme do coração”, que compromete órgãos vitais quando não tratada precocemente. Mesmo com internação intensiva, exames complexos e uso de medicações de alto custo, os veterinários não conseguiram reverter a deterioração de sua saúde e seu organismo sucumbiu às complicações.

Pretinha havia sido retirada das ruas depois de anos convivendo como animal comunitário na Praia Brava, onde se tornou figura querida por moradores e frequentadores. Ela e Orelha, outro cão comunitário que também era amado na região, formavam uma dupla que simbolizava companheirismo e presença constante na rotina da praia. Quando Orelha foi brutalmente agredido em janeiro e acabou morrendo, a comoção em torno de sua história abriu os olhos da comunidade para a situação de outros cães que viviam na mesma área.

Os primeiros sinais de fragilidade em Pretinha foram notados depois da morte de Orelha. Ao ser examinada por veterinários, descobriram que além da dirofilariose ela já apresentava insuficiência renal em estágio avançado, condição que exige suporte intensivo e que muitas vezes não responde bem ao tratamento quando chega a um ponto crítico. A doença silenciosa progrediu rapidamente, levando a anemia e a outros desequilíbrios nos exames que dificultaram ainda mais a recuperação.

Durante o período em que esteve sob cuidados veterinários, Pretinha chegou a ter uma melhora momentânea que permitiu sua liberação da clínica, mas poucos dias depois foi necessária sua reinternação devido à piora no estado geral. Desde então ela permaneceu em tratamento contínuo até o momento em que não pôde mais resistir.

Nas redes sociais e entre moradores da comunidade, a morte de Pretinha causou tristeza profunda. Para muitas pessoas que acompanharam a trajetória dela e de Orelha, aquela cadela de olhar calmo representava um vínculo especial entre seres humanos e animais, um exemplo de afeto e confiança que ultrapassava a condição de animal de rua. A forma como ela foi cuidada nos últimos dias, mesmo diante das dificuldades médicas, também gerou agradecimentos por parte de quem observou de perto o esforço para tentar salvá-la.

O final da história de Pretinha reacende o debate sobre políticas públicas voltadas ao bem-estar animal, prevenção de doenças que podem ser tratadas e controle efetivo de parasitoses como a dirofilariose. Para muitos protetores e membros da comunidade, a trajetória dela e de Orelha destaca a necessidade de maior atenção e estrutura de atendimento para animais comunitários em todo o país, de modo que histórias parecidas não terminem em perdas inevitáveis.

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