No início deste ano, mas divulgado apenas nesta semana, o hospital Great Ormond Street, em Londres, revelou a abertura de uma cápsula do tempo selada pela princesa Diana em 1991. O objeto histórico foi encontrado durante as obras para a construção de um novo Centro de Câncer Infantil, projeto que deve modernizar ainda mais a instituição de referência em saúde pediátrica.
A cápsula e seu simbolismo
A cápsula foi selada por Diana, Princesa de Gales, durante uma visita ao hospital no início da década de 1990. O gesto tinha como objetivo criar um registro da época e deixar uma lembrança para as futuras gerações. Trinta e quatro anos depois, ao ser aberta, revelou um retrato curioso e nostálgico da tecnologia e do estilo de vida do período.

O que havia dentro
Entre os objetos preservados estavam:

- Uma televisão de bolso, símbolo do avanço eletrônico da época.
- Uma calculadora solar, representando o entusiasmo tecnológico dos anos 90.
- Moedas britânicas que hoje já não circulam mais.
- Sementes cuidadosamente armazenadas.
- Um holograma em formato de floco de neve, lembrando o fascínio com novidades visuais da época.
- Um passaporte europeu, reflexo do fortalecimento da União Europeia naquele período.
- Um CD da cantora Kylie Minogue, um dos maiores ícones musicais do início da década.
Impacto e memória
A descoberta trouxe não apenas curiosidade sobre o conteúdo, mas também emoção ao lembrar a relação da princesa Diana com o hospital. Conhecida por seu trabalho humanitário, ela foi patrona do Great Ormond Street Hospital e sempre manteve uma forte ligação com causas voltadas para crianças e saúde.

A abertura da cápsula reforça esse legado e ainda conecta passado e presente, ao coincidir com o início da construção de um novo espaço dedicado ao tratamento do câncer infantil. O achado se torna, assim, não apenas um registro histórico, mas também um marco simbólico para a continuidade de um trabalho em favor da vida.