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Cidade no Alasca onde quase todos vivem no mesmo prédio reúne escola, mercado e hospital sob o mesmo teto

Curiosidades

No extremo gelado do Alasca existe uma cidade curiosa que parece saída de um filme de ficção científica. Trata-se de Whittier, uma comunidade de pouco menos de 300 habitantes que vive praticamente toda dentro de um mesmo edifício, o Begich Towers. Esse prédio colossal, construído na década de 1950 pelo Exército dos Estados Unidos, hoje concentra não apenas apartamentos residenciais, mas também serviços e estruturas essenciais para a sobrevivência em um ambiente hostil.

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Um prédio que é praticamente uma cidade

O Begich Towers abriga cerca de 270 moradores e se tornou o verdadeiro coração da comunidade. Dentro dele é possível encontrar escola, mercado, hospital, correio, igreja, lavanderia, áreas administrativas e até escritórios públicos. Essa configuração faz com que os moradores tenham acesso a praticamente tudo o que precisam sem necessidade de enfrentar as temperaturas extremas do lado de fora.

Durante os invernos, Whittier pode registrar temperaturas próximas de -20 °C, além de tempestades de neve intensas e ventos fortes. Nessas condições, atravessar as ruas ou se deslocar a pé torna-se um desafio perigoso. Por isso, a cidade encontrou no Begich Towers uma forma de garantir conforto, segurança e praticidade à população.

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História do Begich Towers

O prédio foi originalmente construído em 1956 pelo Exército como parte de uma base militar estratégica durante a Guerra Fria. Após o fechamento das operações militares, a estrutura passou a ser utilizada pela população civil. Hoje, a maior parte da cidade vive ali, e muitos visitantes se surpreendem ao descobrir que Whittier é, na prática, uma cidade vertical.

Vantagens e curiosidades

Viver em um prédio que concentra toda a vida comunitária tem vantagens claras. As crianças podem ir à escola sem enfrentar o frio, os idosos têm acesso rápido a cuidados médicos e os serviços básicos estão sempre a poucos metros de distância. Além disso, o convívio estreito entre vizinhos fortalece os laços de solidariedade, algo fundamental em regiões tão isoladas.

Outro detalhe interessante é o túnel Anton Anderson Memorial, uma passagem subterrânea e rodoviária que conecta Whittier a outras regiões do Alasca. Ele é considerado o maior túnel de rodagem e ferrovia da América do Norte e funciona como a principal via de acesso à cidade, já que ela é cercada por montanhas e pelo mar.

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Uma vida única no Alasca

Whittier se tornou um exemplo raro de adaptação humana a condições extremas. A vida em comunidade, toda dentro de um único prédio, desperta a curiosidade de turistas e estudiosos que visitam o local para entender como é viver praticamente em isolamento. Para os moradores, no entanto, a experiência é rotina, feita de encontros nos corredores, conversas no mercado do térreo e a tranquilidade de saber que tudo o que precisam está ao alcance de um elevador.

Assim, Whittier prova que, em meio ao frio implacável e ao isolamento do Alasca, é possível encontrar soluções engenhosas para viver com qualidade de vida.

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