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Cientistas revelam remédio revolucionário que devolve os movimentos após um AVC

Ciência e Tecnologia

Um novo avanço científico pode mudar para sempre a forma como tratamos os sobreviventes de acidente vascular cerebral. Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) apresentaram um medicamento experimental capaz de restaurar completamente a função motora em modelos animais, recriando os efeitos da reabilitação tradicional.

Atualmente, a fisioterapia é a principal estratégia para recuperação pós-AVC. No entanto, muitos pacientes enfrentam limitações mesmo após meses ou anos de tratamento. A descoberta da equipe da UCLA sugere que um simples comprimido pode reproduzir os benefícios da reabilitação física, oferecendo uma nova esperança para milhões de pessoas afetadas pela doença.

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O medicamento, batizado de DDL-920, demonstrou a capacidade de reativar conexões cerebrais perdidas, especialmente em neurônios do tipo parvalbúmina. Esses neurônios desempenham papel crucial na sincronização da atividade cerebral, permitindo que diferentes regiões do cérebro trabalhem em conjunto para coordenar movimentos. Segundo os pesquisadores, um AVC não causa danos apenas na área atingida, mas também compromete redes neurais mais distantes, dificultando a recuperação completa.

Nos testes com camundongos, o DDL-920 foi capaz de restaurar ritmos cerebrais conhecidos como oscilações gama, fundamentais para que os neurônios mantenham a comunicação eficiente. Normalmente, esses ritmos são recuperados por meio de fisioterapia intensiva, mas o fármaco conseguiu reproduzir o mesmo efeito de forma medicamentosa, promovendo uma melhora significativa no controle motor dos animais.

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Os resultados foram publicados na revista Nature Communications, destacando a inovação como o primeiro fármaco com potencial real de atuar diretamente na reabilitação cerebral pós-AVC. Embora ainda esteja em fase inicial e precise de estudos clínicos em humanos, os cientistas acreditam que o DDL-920 pode inaugurar uma nova era na medicina neurológica.

Se comprovada a eficácia e a segurança em pessoas, essa droga poderá se tornar o primeiro tratamento farmacológico a complementar ou até substituir a fisioterapia tradicional, acelerando a recuperação de pacientes e reduzindo os impactos da principal causa de incapacidade em adultos no mundo.

Fonte: UCLA discovers first stroke rehabilitation drug to reestablish brain connections in mice – Universidade da Califórnia em Los Angeles, março de 2025.

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