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Empresário afirma que não contrata mais funcionários com menos de 30 anos, chama geração de preguiçosa e reclamona

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Um vídeo recente de um empresário, que viralizou nas redes sociais, está gerando intensos debates sobre as diferenças entre gerações no ambiente corporativo. Durante uma reunião administrativa registrada em gravação, o executivo anunciou uma decisão polêmica: priorizar contratações de profissionais acima de 30 ou 40 anos, deixando de lado currículos de candidatos mais jovens.

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Segundo ele, a justificativa não está ligada a salários, mas sim à postura e comportamento da chamada geração Z. Para o empresário, os mais jovens seriam “preguiçosos”, pouco comprometidos e inclinados a desistir diante de dificuldades. A declaração caiu como uma bomba nas redes, mobilizando defensores e críticos.

A declaração polêmica

No vídeo, o empresário desabafou sobre sua frustração com jovens profissionais que, em sua visão, reclamam excessivamente, mas não demonstram esforço para evoluir. Ele chegou a dizer que a geração atual é a do “neném”, expressão que usou para criticar quem “nem trabalha, nem estuda”.

O executivo afirmou que recebe currículos de jovens de 18 ou 19 anos sem nenhuma experiência e que, mesmo quando oportunidades são dadas, falta comprometimento. “Pede aumento sem entregar resultado, falta porque não está a fim, desiste porque achou cansativo”, afirmou. Para ele, trabalhadores mais velhos demonstram mais seriedade e senso de responsabilidade, valorizando as oportunidades.

O contexto geracional

O discurso reacendeu um tema recorrente: o choque de gerações no mercado de trabalho. A geração Z, composta por pessoas nascidas a partir de meados dos anos 1990, é frequentemente descrita como mais questionadora, conectada à tecnologia e preocupada com equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Pesquisas recentes, como as da consultoria Deloitte, mostram que essa geração também é adaptável e busca propósito em suas carreiras, mas enfrenta obstáculos como instabilidade econômica e escassez de oportunidades. Enquanto isso, trabalhadores mais velhos, pertencentes à geração X ou millennials mais maduros, já atravessaram crises econômicas e desenvolveram maior resiliência, segundo especialistas.

O mercado e as expectativas

Durante o vídeo, o empresário destacou que o mercado não tem paciência com quem não entrega resultados. Para ele, depender apenas de estabilidade pública ou esperar que a vida ofereça oportunidades é uma mentalidade perigosa. “O mundo não espera. Quem não aprender a aproveitar as oportunidades vai ficar parado, só reclamando”, declarou.

A fala, que terminou convidando os internautas a opinarem, gerou grande repercussão. Parte do público apoiou o empresário, dizendo que também já enfrentaram dificuldades para lidar com jovens desmotivados. Outros, no entanto, criticaram a postura, alegando que a falta de experiência é natural no início da carreira e que cabe às empresas investir em formação e treinamento.

Debate em aberto

O episódio mostra como o tema da diversidade geracional continua sendo um dos maiores desafios para o mercado de trabalho contemporâneo. De um lado, empresas buscam produtividade imediata. De outro, jovens querem propósito, equilíbrio e condições de crescimento.

A polêmica abriu espaço para uma discussão mais ampla: será que o problema está realmente nos jovens ou na falta de adaptação das empresas às novas realidades do trabalho?

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