A declaração polêmica atribuída a Charles Duke, ex-astronauta da missão Apollo 16, reacendeu debates intensos sobre a verdadeira natureza dos fenômenos que muitos classificam como “alienígenas”. Duke, que pisou na Lua em 1972 e se tornou uma das figuras mais respeitadas da história da exploração espacial, teria afirmado em uma entrevista que “os alienígenas são, na verdade, demônios disfarçados”. Segundo ele, boa parte das experiências relatadas como contatos extraterrestres seriam manifestações espirituais enganosas e não visitas de seres de outros planetas.
Durante anos, Duke foi visto como um homem profundamente técnico e disciplinado, mas também com uma fé cristã forte. Após deixar a NASA, ele passou a dedicar parte de sua vida a palestras e estudos religiosos, onde começou a relacionar suas experiências no espaço com conceitos bíblicos. Em suas declarações, o astronauta argumenta que a humanidade está sendo levada a acreditar em uma “realidade cósmica falsa”, promovida por entidades que não têm origem em outros mundos físicos, mas em planos espirituais obscuros.

Para ele, a crescente aceitação de vida extraterrestre seria um “grande engano global”, preparado para desviar as pessoas da verdade espiritual. Duke menciona que muitos relatos de abduções, contatos e aparições de OVNIs apresentam padrões de comportamento semelhantes aos descritos em textos antigos sobre possessões e manipulações demoníacas. Ele sugere que essas experiências não envolvem tecnologia alienígena, e sim fenômenos espirituais altamente inteligentes, projetados para confundir a humanidade.
A posição do ex-astronauta contrasta fortemente com a de outros membros do programa Apollo, que continuam defendendo explicações científicas para o fenômeno UFO. No entanto, o discurso de Duke vem ganhando atenção em círculos religiosos, especialmente entre teólogos e estudiosos que acreditam que os “extraterrestres” fazem parte de um plano espiritual de engano global previsto em antigas profecias.

Críticos afirmam que as falas de Duke não têm base empírica e misturam crença pessoal com ciência. Especialistas em ufologia e psicologia sugerem que ele interpreta as experiências à luz de sua cosmovisão cristã e que o fenômeno alienígena ainda requer uma investigação imparcial. Mesmo assim, suas declarações continuam sendo amplamente compartilhadas em redes sociais e fóruns sobre espiritualidade e vida extraterrestre, alimentando discussões entre céticos e crentes.
O caso de Charles Duke mostra como a fronteira entre ciência, fé e mistério continua aberta. Enquanto alguns veem suas palavras como um alerta espiritual, outros as interpretam como uma tentativa de dar sentido religioso a fenômenos que a ciência ainda tenta compreender. O debate segue vivo e reflete um dos maiores dilemas da humanidade moderna: o de conciliar o desconhecido com o que acreditamos ser a verdade sobre o universo e sobre nós mesmos.