Em 22 de julho, Calese Carron Crowder, de 38 anos, voltou a ser notícia nos Estados Unidos após ser preso pela polícia de Burbank, na Califórnia, por repetir o mesmo comportamento que o tornou nacionalmente conhecido. O episódio ocorreu no Empire Center, um movimentado centro comercial da cidade, dentro da loja Nordstrom Rack.
De acordo com as autoridades, imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que Crowder se aproximou discretamente de uma mulher que estava na seção feminina da loja. Ele se agachou atrás dela e, de forma repentina, cheirou suas nádegas. A ação foi rápida, mas suficiente para ser identificada pelas câmeras e denunciada às autoridades.
A polícia de Burbank foi acionada imediatamente. Agentes se dirigiram ao local e prenderam Crowder, que foi acusado de perambular com intenção de cometer um crime, uma tipificação que se aplica a comportamentos suspeitos ou ofensivos com possível caráter sexual.

Este não é um caso isolado na ficha criminal do acusado. Anos atrás, Crowder já havia sido detido e processado por um ato semelhante, o que lhe rendeu o apelido de “cheirador de nádegas” nos noticiários e nas redes sociais. O caso anterior repercutiu amplamente em todo o país, gerando debates sobre segurança em locais públicos, reincidência criminal e saúde mental.
A reincidência reacendeu discussões sobre a eficiência do sistema de justiça na prevenção de crimes de cunho sexual e no tratamento de comportamentos compulsivos. Especialistas ouvidos pela imprensa local afirmam que situações assim expõem lacunas na reintegração social de pessoas que já cumpriram pena, sobretudo quando há indícios de distúrbios psicológicos que podem impulsionar a repetição de condutas ilícitas.

Testemunhas afirmaram que a vítima ficou em estado de choque com a abordagem e preferiu não se pronunciar publicamente. A Nordstrom Rack divulgou uma nota reforçando que mantém políticas de segurança e monitoramento para proteger seus clientes e que está colaborando com as autoridades.
Crowder segue detido à espera de audiência, enquanto a promotoria avalia se pedirá uma pena mais severa devido à reincidência. O caso, que já ganhou grande repercussão nas redes sociais, divide opiniões entre aqueles que defendem punição exemplar e os que pedem uma análise mais profunda sobre o aspecto psicológico por trás de crimes incomuns como este.