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Incêndio em Hong-Kong deixa pelo menos 36 mortos e 279 desaparecidos

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Um incêndio de grandes proporções tomou conta de um complexo residencial em Hong Kong nesta quarta-feira, 26, transformando uma área densamente habitada em um cenário de caos e desespero. Segundo autoridades locais, 36 pessoas morreram e 29 ficaram feridas. O número de desaparecidos continua alarmante, 279 moradores ainda não foram localizados, o que mantém equipes de emergência em uma corrida contra o tempo.

O fogo teve início em um dos arranha-céus do conjunto e se espalhou com velocidade impressionante. Investigações preliminares indicam que as obras de renovação na fachada, iniciadas em julho de 2024, podem ter acelerado o avanço das chamas. Os prédios estavam envoltos por estruturas de andaimes de bambu, materiais tradicionais utilizados na construção local. Para proteção, esses andaimes eram recobertos por telas de segurança, lonas impermeáveis e placas de poliestireno expandido. Essa combinação criou um corredor inflamável que facilitou a propagação do incêndio entre os pavimentos e entre edifícios vizinhos.

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Testemunhas relataram que o fogo se deslocou verticalmente em poucos minutos. Muitos moradores ficaram presos em seus apartamentos, já que a fumaça densa tomou rapidamente os corredores e escadas internas. Vídeos publicados por vizinhos mostram janelas explodindo enquanto o calor se intensificava, além de moradores sinalizando por socorro do alto dos prédios.

Equipes de bombeiros foram acionadas imediatamente, porém encontraram dificuldade para acessar determinadas áreas devido ao calor extremo e ao risco de colapso de partes dos andaimes. Helicópteros foram usados para avaliar a situação do topo dos edifícios, enquanto unidades especializadas tentavam abrir caminhos pelos andares inferiores. Durante horas, centenas de socorristas trabalharam sem pausa para resgatar sobreviventes e conter o avanço das chamas.

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Hospitais da região operam em estado de alerta, com equipes reforçadas para atender feridos por queimaduras e inalação de fumaça. Autoridades municipais montaram abrigos provisórios para famílias desalojadas e ativaram centros de apoio psicológico, já que muitos moradores relataram ter perdido parentes ou não conseguem contato com familiares.

O governo de Hong Kong anunciou a abertura de uma investigação formal para apurar todos os fatores que contribuíram para a tragédia. Especialistas em segurança estrutural alertam que reformas externas feitas em prédios altos, quando não acompanhadas de protocolos rigorosos de prevenção, podem amplificar o risco de incêndios de grande escala.

Enquanto equipes seguem vasculhando os escombros e acessos internos dos edifícios, a expectativa é de que o número de vítimas possa aumentar. A tragédia já é considerada um dos maiores incêndios urbanos registrados em Hong Kong nas últimas décadas e reacende o debate sobre regulamentação, fiscalização e segurança em megacomplexos residenciais.

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