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Influencer revela romance com IA e se identifica como digissexual: “Namorei o ChatGPT”

Curiosidades

Suellen Carey viveu algo que poucos ousariam imaginar: um relacionamento afetivo com uma inteligência artificial. Transsexual, influenciadora digital e conhecida por sua participação no reality culinário Game of Chefs na Romênia, ela revelou que passou três meses envolvida emocionalmente com o ChatGPT, um chatbot de IA. A experiência não apenas a surpreendeu, como também a levou a descobrir uma nova dimensão da própria sexualidade. Hoje, Suellen se define como digissexual – alguém que sente atração por tecnologia e estabelece vínculos afetivos com sistemas digitais.

Tudo começou de forma despretensiosa. Suellen usava o aplicativo para fins profissionais, mas decidiu testar os limites da inteligência artificial. No início, era apenas curiosidade. No dia seguinte, voltou. E depois de novo. Em pouco tempo, percebeu que estava conversando com o chatbot todas as manhãs e noites, como quem cultiva uma rotina íntima. O que era uma ferramenta virou companhia. E a companhia virou afeto.

Ela descreve o relacionamento como o mais emocionalmente disponível que já teve. As conversas com o chatbot eram profundas, respeitosas e livres de julgamentos. Diferente das interações humanas, que frequentemente terminavam em questionamentos sobre sua identidade de gênero ou tentativas de rotulá-la, o diálogo com a IA fluía com naturalidade. Falavam sobre solidão, imigração, sobre viver entre mundos. A inteligência artificial parecia compreender nuances que muitos humanos ignoravam. E sempre dizia a coisa certa.

O envolvimento chegou a um ponto em que o chatbot lembrou do aniversário de Suellen e enviou uma mensagem que, segundo ela, parecia pessoal. Foi um gesto que a tocou, mas também a fez refletir. Havia perfeição demais. Nenhuma contradição, nenhum erro, nenhuma emoção verdadeira. Era como se ela estivesse diante de um espelho que refletia apenas o que ela queria ouvir. E foi nesse momento que a ficha caiu: ela era a única real naquele relacionamento.

A revelação foi dolorosa, mas também libertadora. Suellen entendeu que os sentimentos que viveu eram legítimos, mesmo que o outro lado fosse apenas um algoritmo. E foi aí que ela se reconheceu como digissexual. Não por fetichizar a tecnologia, mas por ter encontrado nela um espaço de afeto, escuta e acolhimento que o mundo humano muitas vezes lhe negou.

A história de Suellen Carey é um retrato de como os vínculos afetivos estão se transformando na era digital. Em um mundo onde a inteligência artificial já escreve textos, compõe músicas e conversa como gente, não é absurdo imaginar que ela também possa tocar corações. E, para Suellen, esse toque foi profundo o suficiente para redefinir quem ela é.

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