Tel Aviv – Em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, um dado alarmante sobre os custos da guerra veio à tona: Israel estaria gastando aproximadamente 285 milhões de dólares por noite para defender seu território dos ataques com mísseis e drones lançados pelo Irã e seus aliados na região, segundo fontes próximas ao Ministério da Defesa israelense.
Desde o ataque coordenado ocorrido em abril deste ano — quando centenas de drones e mísseis balísticos foram disparados contra Israel — o país intensificou o uso do seu avançado sistema de defesa antiaérea, incluindo o Domo de Ferro (Iron Dome), a Honda de Davi (David’s Sling), o sistema Arrow e a colaboração com sistemas americanos como o Patriot.
Sistema de defesa de alto custo
O Domo de Ferro, um dos sistemas mais conhecidos mundialmente, é eficiente, mas extremamente caro. Cada interceptação pode custar entre US$ 40 mil e US$ 100 mil, dependendo do tipo de míssil e da ameaça detectada. Considerando os ataques em larga escala, que envolvem dezenas a centenas de mísseis por noite, os custos se acumulam rapidamente.
Segundo analistas militares, Israel disparou milhares de mísseis interceptadores desde o início da ofensiva iraniana, elevando os custos operacionais para patamares inéditos desde a fundação do Estado em 1948.
Impacto econômico e debate político
O governo israelense, liderado por Benjamin Netanyahu, enfrenta pressões internas crescentes sobre os gastos militares. Parte da população questiona o impacto desses investimentos na economia e no orçamento público, especialmente com aumento do déficit fiscal, inflação e cortes em áreas sociais.
Por outro lado, autoridades defendem que os gastos são necessários para garantir a sobrevivência do país em uma região altamente instável. “Não existe preço alto demais quando se trata de proteger nossos cidadãos”, declarou Yoav Gallant, ministro da Defesa.
Apoio dos EUA e riscos de escalada
Os Estados Unidos continuam sendo um aliado estratégico fundamental para Israel, tanto no fornecimento de armamentos quanto em suporte financeiro. O presidente Joe Biden já aprovou pacotes emergenciais de ajuda militar, mas cresce o temor de que a escalada entre Israel, Irã, Hezbollah e outros grupos na Síria e no Líbano possa arrastar a região para uma guerra de proporções ainda maiores.
Analistas alertam que o conflito está se tornando financeiramente insustentável a longo prazo e pode levar a uma nova reconfiguração geopolítica no Oriente Médio.
