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Jovem perde a visão temporariamente após beber gin adulterado em SP e amigo segue em coma

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Um estudante identificado como Diogo Marques viveu momentos de desespero em São Paulo após ingerir gin que, segundo exames, estava adulterado com metanol. Ele relatou que os primeiros sintomas apareceram pouco depois de consumir a bebida, em uma adega da capital. O jovem contou que acordou em meio a uma crise intensa, abriu os olhos e não enxergou nada, como se estivesse envolto em uma escuridão completa. Além da cegueira repentina, descreveu uma dor de cabeça muito forte e a sensação de que algo grave havia acontecido com seu corpo.

A família buscou ajuda médica imediata e, após uma série de exames, os profissionais de saúde confirmaram que a intoxicação havia causado perda temporária da visão. O metanol, substância tóxica normalmente usada em solventes e combustíveis, não deve estar presente em bebidas alcoólicas, mas quando ingerido pode provocar sérios danos. No caso de Diogo, os efeitos foram intensos e assustadores, mas felizmente a cegueira não se mostrou permanente. Ele segue em acompanhamento clínico e os médicos monitoram sua evolução, embora já haja sinais de melhora significativa.

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A situação do amigo que o acompanhava naquela noite, Rafael, é ainda mais preocupante. Ele também ingeriu o mesmo gin e desde o dia 1º de setembro está internado em coma. Os médicos mantêm o jovem em estado de observação constante, com prognóstico delicado, já que a quantidade ingerida e o tempo de exposição ao metanol foram maiores, aumentando os riscos de sequelas permanentes. A família de Rafael acompanha o caso com apreensão e aguarda a estabilização de seu quadro.

A Polícia Civil de São Paulo abriu uma investigação para apurar a origem da bebida e a responsabilidade do estabelecimento. Amostras do produto foram recolhidas para perícia, que deve confirmar se houve adulteração intencional ou negligência na venda de um lote falsificado. A análise técnica é fundamental para identificar em que ponto da cadeia de distribuição a contaminação aconteceu. As autoridades também investigam se o mesmo gin foi comercializado em outras regiões, o que pode indicar risco para mais pessoas.

Casos de intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas não são inéditos no Brasil e representam um problema de saúde pública. Os sintomas costumam aparecer de forma rápida e incluem dor abdominal, náusea, tontura, dificuldade para respirar e alterações neurológicas. Em situações mais graves, podem surgir convulsões, cegueira permanente e até falência múltipla de órgãos. Por isso, médicos alertam que qualquer sinal de reação incomum após o consumo de álcool deve ser tratado como emergência.

O episódio envolvendo Diogo e Rafael expõe novamente a vulnerabilidade dos consumidores diante da prática de adulteração de bebidas. Especialistas recomendam atenção redobrada na hora da compra, verificando a procedência, o lacre, o rótulo e desconfiando de valores muito abaixo do praticado no mercado. Prevenir o consumo de produtos falsificados é uma forma de se proteger contra riscos irreversíveis à saúde.

A história desses jovens evidencia não apenas as consequências trágicas da ingestão de bebidas adulteradas, mas também a importância de uma fiscalização mais rigorosa e da punição dos responsáveis. Enquanto Diogo se recupera lentamente e relata o medo de nunca mais enxergar, Rafael luta pela vida em um leito de hospital. A investigação segue em andamento e deverá trazer respostas sobre como essa tragédia começou e de que forma poderá ser evitada no futuro.

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