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Kim Jong-un proibiu suicídios na Coreia, quem tentar e fracassar pode acabar executado

Mundo Afora

Autoridades da Coreia do Norte passaram a aplicar uma diretriz rígida atribuída ao líder Kim Jong-un, que determina a intensificação da vigilância estatal para impedir tentativas de suicídio em todo o país. A ordem teria sido repassada a governos locais, comitês de bairro e órgãos de segurança, reforçando o controle social já característico do regime.

De acordo com relatos obtidos por fontes ligadas ao próprio governo norte coreano e por organizações que monitoram o país, a medida surgiu após o registro de um aumento nos casos, associado ao agravamento das condições econômicas, à escassez de alimentos e às restrições impostas nos últimos anos. O regime interpreta essas ocorrências não como um problema de saúde pública, mas como uma ameaça à disciplina social e à imagem do Estado.

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Na prática, a diretriz amplia a responsabilização coletiva. Autoridades locais teriam sido orientadas a identificar pessoas consideradas em situação de risco, intensificar visitas domiciliares e monitorar comportamentos vistos como sinais de instabilidade emocional. Em algumas regiões, famílias e líderes comunitários podem ser punidos caso uma tentativa ocorra sob sua supervisão, o que aprofunda o clima de medo e vigilância.

Especialistas em direitos humanos afirmam que a decisão reflete a abordagem tradicional do governo da Coreia do Norte, que tende a tratar questões individuais como falhas ideológicas. Em vez de oferecer apoio psicológico ou assistência médica adequada, o Estado prioriza medidas coercitivas, reprimindo qualquer atitude que possa ser interpretada como desafio à autoridade central.

Organizações internacionais alertam que esse tipo de política pode agravar o sofrimento da população. A ausência de debate aberto sobre saúde mental, somada à repressão e à censura, dificulta o acesso a cuidados básicos e impede a construção de estratégias preventivas eficazes. Para analistas, o aumento da fiscalização tende a empurrar o problema para a invisibilidade, sem resolver suas causas estruturais.

O governo norte coreano não divulgou dados oficiais nem reconheceu publicamente a existência de uma crise de saúde mental. Ainda assim, relatos de desertores e informações de fontes internas indicam que o tema passou a ser tratado como questão de segurança do Estado, reforçando a lógica de controle absoluto que marca o regime.

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