Kim Kardashian, uma das figuras mais influentes da cultura pop contemporânea, provocou alvoroço ao declarar que não acredita que o homem tenha realmente pisado na Lua em 1969. A afirmação surgiu durante uma conversa informal nos bastidores de sua nova série, onde ela compartilhou com a atriz Sarah Paulson suas dúvidas sobre a veracidade da missão Apollo 11. Kim disse que passou horas assistindo a vídeos no TikTok e lendo artigos que, segundo ela, “provam” que tudo foi uma encenação. Ela mencionou que Buzz Aldrin, um dos astronautas da missão, teria supostamente admitido em uma entrevista que nunca esteve na Lua – uma alegação que circula há anos em vídeos editados e fora de contexto.

A empresária apontou como evidência o movimento da bandeira americana nas imagens da missão, questionando como ela poderia tremular em um ambiente sem atmosfera. Também mencionou que as pegadas deixadas na superfície lunar não combinam com o formato das botas exibidas em museus como parte do traje espacial. Outro ponto levantado foi a ausência de estrelas nas fotos tiradas pelos astronautas, algo que ela considera suspeito. Kim ainda disse que enviaria “milhões de artigos” para quem quisesse se convencer, reforçando que não se importa se a chamarem de louca por isso.
A repercussão foi imediata. Nas redes sociais, milhares de usuários reagiram com surpresa, indignação e até apoio. Enquanto muitos criticaram a postura da influenciadora por espalhar desinformação, outros se mostraram curiosos e passaram a compartilhar vídeos e teorias semelhantes. A fala de Kim reacendeu debates sobre o papel das celebridades na formação de opinião pública e sobre como plataformas como TikTok têm se tornado fontes primárias de informação para milhões de pessoas.
Especialistas em ciência e comunicação alertam para os riscos de se tratar teorias conspiratórias como entretenimento. O pouso na Lua é um dos eventos mais documentados da história moderna, com registros fotográficos, transmissões ao vivo, rastreamento por países rivais e instrumentos científicos deixados na superfície lunar que ainda hoje enviam dados à Terra. A negação desses fatos, segundo cientistas, não apenas distorce a história, mas também mina a confiança em instituições científicas e educacionais.
A fala de Kim Kardashian, embora feita em tom casual, levanta questões sérias sobre responsabilidade digital, influência cultural e o impacto da desinformação em tempos de redes sociais. Quando uma figura com mais de 300 milhões de seguidores compartilha uma crença sem base científica, isso pode legitimar ideias equivocadas e dificultar o trabalho de educadores e divulgadores científicos. O episódio mostra como, em um mundo hiperconectado, a linha entre opinião pessoal e influência pública é cada vez mais tênue – e como a verdade pode se tornar refém da viralização.