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Lua nova descoberta orbitando Urano usando o telescópio James Webb da NASA

Ciência e Tecnologia

Cientistas confirmaram a descoberta de uma nova lua em Urano utilizando o Telescópio Espacial James Webb. As imagens foram capturadas em 2 de fevereiro de 2025 pelo instrumento NIRCam, dentro do programa liderado pela pesquisadora M. El Moutamid do Southwest Research Institute. A observação durou cerca de seis horas e utilizou o filtro de banda larga F150W2, que cobre comprimentos de onda infravermelhos entre aproximadamente 1,0 e 2,4 micrômetros.

A lua recebeu a designação provisória S/2025 U 1 e tem um diâmetro estimado em torno de 10 quilômetros, assumindo que sua refletividade seja semelhante à das outras pequenas luas internas já conhecidas de Urano. É considerada a menor lua identificada até hoje no planeta e apresenta magnitude aparente de cerca de 25,5 na banda H, o que a torna extremamente tênue e invisível para observatórios anteriores, como o Hubble, ou mesmo nas imagens da sonda Voyager 2.

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Sua órbita foi determinada em cerca de 56 mil quilômetros do centro de Urano, localizada entre as trajetórias das luas Ophelia e Bianca. A órbita é quase circular e alinhada ao plano equatorial do planeta, o que sugere que S/2025 U 1 provavelmente se formou próxima à sua posição atual.

De acordo com Matthew Tiscareno, do Instituto SETI, Urano se destaca entre os planetas por possuir um número incomum de pequenas luas internas. As interações dessas luas com os anéis do planeta revelam uma dinâmica complexa e caótica, que quase apaga a linha de distinção entre sistema de satélites e sistema de anéis. O fato de a nova lua ser ainda menor e mais tênue do que qualquer outra já observada indica que pode haver mais objetos aguardando para serem descobertos na região.

A nomeação oficial da lua depende da aprovação da União Astronômica Internacional, responsável por designar nomes permanentes. Com essa descoberta, o total de luas conhecidas de Urano sobe para 29, incluindo as cinco maiores, Miranda, Ariel, Umbriel, Titania e Oberon, além das diversas luas internas e irregulares que formam uma rede intricada ao redor do planeta.

A revelação reforça o poder do Telescópio James Webb em identificar corpos extremamente pequenos e distantes, ampliando o conhecimento sobre a complexidade do sistema de Urano e abrindo caminho para novas descobertas sobre sua origem e evolução.

Fonte: NASA

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