A perícia confirmou que Luciana Klein Helfstein, de 39 anos, e o filho Arthur, de 11, morreram após sofrerem choques elétricos dentro da piscina de uma pousada no litoral de Alagoas. A conclusão foi divulgada após a finalização dos exames técnicos realizados pelo Instituto de Medicina Legal e pela Polícia Científica, que afastaram definitivamente a hipótese inicial de afogamento.
O caso ocorreu no último domingo e mobilizou equipes de resgate, policiais e peritos. De acordo com o relato prestado pelo companheiro de Luciana à polícia, a família havia acabado de chegar à pousada para o período de descanso quando percebeu que o chuveiro elétrico do quarto apresentava falhas e não funcionava corretamente. Enquanto ele se dirigiu à recepção para informar o problema e solicitar providências, Luciana e Arthur foram até a área da piscina.

Minutos depois, ao notar que mãe e filho demoravam a retornar, o homem voltou ao local e encontrou os dois submersos na piscina. Hóspedes que estavam próximos tentaram prestar os primeiros socorros, retirando as vítimas da água e acionando imediatamente o Corpo de Bombeiros. As equipes realizaram manobras de reanimação e encaminharam Luciana e Arthur para uma Unidade de Pronto Atendimento da região, onde as mortes foram confirmadas.
O laudo do Instituto de Medicina Legal apontou sinais inequívocos de eletrocussão, como marcas compatíveis com a passagem de corrente elétrica pelo corpo, além de alterações internas típicas desse tipo de ocorrência. Paralelamente, a Polícia Científica realizou uma série de inspeções técnicas na estrutura elétrica da pousada, incluindo o sistema de aterramento, quadros de energia, fiação, equipamentos instalados na área da piscina e possíveis ligações irregulares. Imagens das câmeras de segurança também foram recolhidas e devem ajudar a reconstituir a dinâmica dos fatos.

Todo o material técnico e pericial será anexado ao inquérito policial que investiga as responsabilidades pelo ocorrido. A apuração busca esclarecer se houve falhas de manutenção, irregularidades nas instalações elétricas ou negligência no cumprimento das normas de segurança exigidas para áreas de lazer, especialmente aquelas que envolvem água e energia elétrica.
Em nota oficial, a Almaré Pousada Exclusiva informou que prestou apoio imediato aos familiares das vítimas desde o primeiro momento e afirmou estar colaborando integralmente com as investigações conduzidas pelas autoridades. A administração também declarou que aguarda a conclusão do inquérito para se manifestar sobre eventuais medidas adicionais.
A tragédia causou forte comoção e reacendeu o debate sobre a segurança elétrica em piscinas, hotéis e pousadas, ambientes que exigem fiscalização rigorosa e manutenção constante. Especialistas alertam que falhas em sistemas elétricos, ausência de aterramento adequado e equipamentos fora das normas podem transformar áreas de lazer em locais de alto risco. O caso reforça a importância de vistorias técnicas periódicas, cumprimento das normas de segurança e atuação preventiva dos órgãos fiscalizadores para evitar novas perdas irreparáveis.