Moscou, 22 de junho de 2025 – Dmitry Medvedev, ex-presidente da Rússia e atual vice-presidente do Conselho de Segurança do país, fez declarações alarmantes nesta semana ao afirmar que “um certo número de países está disposto a fornecer armas nucleares ao Irã” caso o conflito com o Ocidente se intensifique.
A declaração, feita durante uma entrevista a um canal estatal russo, reforça o crescente clima de tensão global e aprofunda a preocupação da comunidade internacional sobre a possibilidade de um Oriente Médio nuclearizado.
🧨 O que disse Medvedev?
Segundo o político russo, há países que estariam “cansados da hipocrisia do Ocidente” e “prontos para adotar medidas extremas para estabelecer um novo equilíbrio global de poder”. Sem citar nomes, Medvedev afirmou que a disposição de fornecer tecnologia ou até mesmo ogivas ao Irã seria uma resposta direta à política externa dos Estados Unidos e seus aliados em relação à região.
“Se a pressão sobre o Irã continuar, não se surpreendam se ele receber ajuda para se tornar uma potência nuclear. Há países que já deram sinal verde para isso, de forma confidencial.”
— Dmitry Medvedev
🌍 Contexto geopolítico
A fala ocorre poucos dias após os EUA e Israel lançarem ataques coordenados contra instalações nucleares subterrâneas do Irã, especialmente em Fordow, um centro sensível de enriquecimento de urânio. O Irã prometeu “resposta devastadora”, e o clima no Golfo Pérsico é de alerta máximo.
A Rússia, tradicionalmente aliada do Irã em fóruns internacionais, tem adotado um tom cada vez mais confrontador com o Ocidente desde o início da guerra na Ucrânia. Agora, ao insinuar apoio ou, ao menos, compreensão com a militarização nuclear do Irã, Medvedev pode estar sinalizando uma nova fase da disputa global.
⚠️ Reações internacionais
As declarações de Medvedev foram recebidas com extrema preocupação por diplomatas europeus e norte-americanos. Um porta-voz da Casa Branca afirmou que “qualquer tentativa de transferir armas nucleares ao Irã será considerada uma violação grave dos tratados internacionais e terá consequências severas”.
Em Israel, o premiê declarou que “não permitirá, sob nenhuma circunstância, que o Irã se torne uma potência nuclear” e voltou a defender a necessidade de ações preventivas.
💣 Irã e o programa nuclear
O Irã nega que busque desenvolver armas nucleares, alegando que seu programa tem fins exclusivamente civis. No entanto, diversas agências internacionais, como a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), apontaram nos últimos anos avanços significativos no enriquecimento de urânio em níveis próximos ao necessário para armas nucleares.
🔍 O que esperar?
A possibilidade de uma aliança secreta para nuclearizar o Irã representa uma escalada sem precedentes na atual ordem global. Caso concretizada, pode levar a uma corrida armamentista no Oriente Médio, com países como Arábia Saudita e Turquia buscando alternativas nucleares próprias.
Especialistas alertam: o mundo pode estar à beira de uma nova Guerra Fria, com múltiplos polos nucleares e alianças instáveis.
