Morreu nesta quinta-feira, 19 de junho, aos 91 anos, o ator Francisco Cuoco, considerado um dos ícones da televisão brasileira. Ele estava internado há cerca de 20 dias no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, e faleceu em decorrência de falência múltipla dos órgãos, conforme informou a TV Globo em nota oficial.

Uma carreira marcada por grandes personagens
Francisco Cuoco nasceu no dia 29 de novembro de 1933, no Rio de Janeiro. Antes de seguir a carreira artística, chegou a cursar Direito, mas abandonou os estudos ao descobrir sua verdadeira vocação nos palcos. Estreou na televisão na década de 1960 e logo se destacou como galã de novelas.
Entre os trabalhos mais marcantes de sua carreira estão personagens inesquecíveis em novelas como:
- “Selva de Pedra” (1972) – onde interpretou Simone/Christian, um dos seus papéis mais emblemáticos;
- “O Astro” (1977) – como Herculano Quintanilha, papel que marcou sua imagem como protagonista forte e carismático;
- “Feijão Maravilha” (1979), “Suave Veneno” (1999), “Celebridade” (2003) e “Gabriela” (2012) – foram outras produções em que sua presença deu brilho especial às tramas.
Ao longo de mais de 60 anos de carreira, Cuoco atuou em dezenas de novelas, filmes e peças teatrais, tornando-se um nome respeitado e querido por gerações de brasileiros.
Homenagens e comoção
Nas redes sociais, diversos artistas, jornalistas e fãs manifestaram pesar pela morte do ator. A TV Globo, onde Cuoco passou a maior parte de sua carreira, prestou homenagem destacando sua trajetória como “um mestre da atuação, que ajudou a construir a história da televisão no Brasil”.
O ator deixa filhos, netos, e um legado imensurável para a cultura nacional. Sua voz grave, elegância em cena e versatilidade nos mais diversos papéis o tornam inesquecível para quem acompanhou suas novelas e atuações marcantes.

Velório e despedida
A família ainda não divulgou detalhes sobre o velório e sepultamento, mas informou que será uma cerimônia reservada aos familiares e amigos próximos.
Francisco Cuoco nos deixa, mas sua arte permanece viva na memória e no coração dos brasileiros.