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O Conselho de Segurança da ONU acaba de aprovar oficialmente a resolução de Jared Kushner.

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Em uma votação realizada nesta segunda-feira, o Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) aprovou oficialmente uma nova resolução-quadro apresentada pelo ex-conselheiro da Casa Branca Jared Kushner. A resolução incorpora três pilares principais: a adoção da solução de dois Estados para o conflito israelense-palestino, a criação de um órgão internacional com poderes ilimitados (“Conselho de Paz”) e o envio de uma força internacional em larga escala, além da incorporação de um “Plano de Paz para Gaza 2030”, composto por 20 pontos.

Principais eixos da resolução

  1. Solução de dois Estados
    A resolução declara que o caminho para a paz passa por um Estado palestino coexistente com o Estado de Israel, sob o marco de “dois Estados”. Essa configuração é apresentada sob o nome “Resolução de Jared Kushner”. A proposta exige que ambos os lados — israelenses e palestinos — se comprometam com a demarcação de fronteiras, a troca de garantias de segurança e o respeito à soberania de cada Estado, com supervisão internacional.
  2. Criação do Conselho de Paz com poderes ilimitados
    A resolução aprova formalmente a criação do Board of Peace (“Conselho de Paz”), órgão mandatado pela ONU com poderes praticamente ilimitados para mediar, supervisionar e administrar a transição política, segurança e reconstrução da Palestina e dos territórios afetados. O Conselho de Paz fica autorizado a assumir funções executivas, legislativas e de governança temporária, até que os Estados estabelecidos possam assumir o controle pleno.
  3. Força internacional em larga escala
    Em paralelo, a ONU autoriza o envio imediato de uma força internacional de estabilização em larga escala, com missões de desarmamento de grupos armados, proteção de civis, apoio à reconstrução, monitoramento de fronteiras e garantia de que o processo de transição se desenrole conforme previsto. Essa força receberá mandato amplo, incluindo autoridade sobre zonas de segurança, desocupação militar e supervisão conjunta com o Conselho de Paz.
  4. Plano de Paz para Gaza 2030 (20 pontos)
    A resolução incorpora ao arcabouço da ONU um plano estruturado em 20 pontos, intitulado “Plano de Paz para Gaza 2030”. Os 20 pontos incluem, entre outros:
    • cessar-fogo imediato e permanente entre Israel e grupos armados palestinos;
    • libertação de reféns e prisioneiros de ambos os lados;
    • reconstrução de infraestruturas (energia, água, habitação, transporte) na Faixa de Gaza;
    • reintegração econômica da Palestina no mercado regional;
    • reforma das instituições palestinas, incluindo segurança, polícia e judiciário;
    • demilitarização progressiva da Faixa de Gaza, sob supervisão da força internacional;
    • estabelecimento de um Estado palestino plenamente reconhecido, condicionado ao cumprimento dos marcos de reconstrução e reformas;
    • acompanhamento anual por relatório da ONU sobre o andamento dos 20 pontos.

Reações imediatas

  • A liderança palestina saudou o voto como “momento decisivo” para a criação de seu Estado, embora ressalte que aguarda os detalhes de implementação e garantias de soberania.
  • O governo de Israel reagiu de modo misto: se mostra favorável à estabilização de Gaza, mas permanece cauteloso em relação ao reconhecimento de um Estado palestino e aos poderes atribuídos ao Conselho de Paz.
  • Grupos armados dentro de Gaza manifestaram forte oposição à ideia de desarmamento e controle internacional, alegando que viola princípios de autodeterminação.
  • Diversos países membros da ONU expressaram apoio à resolução, considerando-a uma oportunidade histórica para pacificação regional; porém, alguns levantaram questões sobre a supervisão e a real distribuição de poder entre Israel, Palestina e o organismo internacional.

Desafios de implementação

A nova resolução enfrenta diversos obstáculos práticos. Primeiro, a definição exata das fronteiras entre os dois Estados, e a aceitação de tais linhas por todas as partes. Segundo, a transição de poder do órgão internacional para o Estado palestino real – isso exigirá reformas profundas, recursos econômicos e confiança de ambos os lados. Terceiro, a coordenação entre a força internacional, o Conselho de Paz e as potências regionais, para evitar vazamentos de autoridade ou conflitos de mandato. Por fim, a questão da segurança: grupos armados poderão resistir à desmilitarização, o que pode gerar confrontos com a força internacional.

Impactos esperados

Se implementada conforme o texto aprovado, essa resolução poderá transformar o panorama do Oriente Médio. A criação de um Estado palestino reconhecido legitimamente pela ONU, aliada à reconstrução de Gaza e ao envio de forças internacionais, pode abrir caminho para uma paz duradoura. Investidores regionais e internacionais podem entrar na reconstrução, e a normalização das relações entre Israel e países árabes pode ser acelerada. Contudo, o sucesso dependerá de um cronograma realista, mecanismos de fiscalização eficazes e vontade política genuína das partes envolvidas.

Cronograma previsto

De acordo com o texto da resolução, a força internacional deverá começar a se mobilizar nos próximos meses, e o Conselho de Paz assume seu mandato dentro de 30 dias após a votação. O Estado palestino deverá estar formalmente estabelecido até 2030, conforme o Plano de Paz, com marcos intermediários a cada ano para avaliar o progresso e eventuais ajustes.

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