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Papa repete fala de Madre Teresa: aborto é o maior destruidor da paz

Crenças

Na manhã deste sábado, 31 de janeiro, o papa Leão XIV fez uma forte declaração sobre a defesa da vida ao retomar uma das frases mais conhecidas de Madre Teresa de Calcutá, ao afirmar que “o maior destruidor da paz é o aborto”. A fala ocorreu durante uma audiência realizada no Vaticano, diante de participantes da iniciativa internacional “Uma humanidade, um planeta: liderança sinodal”.

O encontro reuniu cerca de 100 pessoas de diferentes países e integra um programa de formação voltado à atuação política e social, com foco em valores humanitários, diálogo e responsabilidade coletiva. Em seu discurso, Leão XIV ressaltou que a mensagem deixada por Madre Teresa permanece atual e necessária em um mundo marcado por desigualdades, conflitos e exclusão social.

Ao aprofundar o sentido da declaração, o pontífice destacou que a religiosa, reconhecida mundialmente por seu trabalho junto aos mais pobres e vencedora do Prêmio Nobel da Paz, sempre defendeu que a verdadeira grandeza humana se revela no cuidado com os mais frágeis. Segundo ele, “somente quem cuida dos pequeninos pode fazer coisas verdadeiramente grandes”, ideia que, para o papa, sintetiza uma visão ética que deve orientar tanto a fé quanto a ação pública.

Leão XIV afirmou que a posição de Madre Teresa em relação ao aborto ultrapassa o tempo em que foi pronunciada e continua sendo um alerta moral. Para o papa, a defesa da vida não é apenas um princípio religioso, mas um pilar essencial para a construção de sociedades mais justas e pacíficas. Ele destacou que a exclusão dos mais vulneráveis enfraquece qualquer projeto que se apresente como promotor do bem comum.

Durante a audiência, o pontífice também direcionou críticas a políticas públicas que, segundo ele, falham ao ignorar os mais frágeis da sociedade. Em sua avaliação, não é possível falar em desenvolvimento ou progresso quando vidas humanas são descartadas ou quando pessoas em situação de miséria material e espiritual permanecem sem amparo.

“Nenhuma política pode, de fato, colocar-se a serviço dos povos, se exclui da vida aqueles que ainda estão para vir ao mundo e se não socorre quem vive na indigência”, afirmou. Para Leão XIV, o cuidado com os vulneráveis deve ocupar o centro das decisões políticas e sociais, funcionando como critério fundamental para medir a justiça e a humanidade de qualquer ação governamental.

O encontro integra um programa bienal de formação para a ação política promovido pela ONG New Humanity, ligada ao Movimento dos Focolares, em colaboração com a Pontifícia Comissão para a América Latina e com o apoio da Fundação Porticus. A iniciativa busca preparar lideranças comprometidas com uma atuação política baseada na dignidade humana, na solidariedade e na construção de uma cultura de paz.

Fonte: Vaticano, discurso do papa Leão XIV durante audiência da iniciativa “Uma humanidade, um planeta: liderança sinodal”, 31 de janeiro.

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