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Pastor que condenava gays e adultério é flagrado de calcinha: “Vão morrer”

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O pastor e bispo evangélico Eduardo Costa, figura conhecida no meio religioso goiano por suas mensagens rigorosas contra a comunidade LGBTQIA+ e contra o adultério, tornou-se centro de um escândalo ao ser flagrado vestindo calcinha e peruca em Goiânia (GO). O episódio, amplamente divulgado nas redes sociais, contrasta de forma gritante com o discurso moralista que ele mantinha há anos em suas pregações e postagens online.

Antes da polêmica, Eduardo Costa usava suas redes para compartilhar imagens de sua vida familiar, sempre acompanhado de versículos bíblicos e mensagens de cunho religioso. Seus seguidores estavam acostumados a publicações que pregavam uma conduta considerada “reta” e “agradável a Deus”, reforçando uma visão conservadora e tradicional sobre comportamento e sexualidade.

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Em uma das declarações mais polêmicas registradas em seu perfil, o religioso citou de forma direta que pessoas que mantêm relações sexuais antes do casamento, adoram ídolos, cometem adultério, têm relações homossexuais ativas ou passivas, roubam, são gananciosas, se embriagam, usam linguagem ofensiva ou exploram outras pessoas não terão direito à salvação, afirmando de maneira taxativa que “nenhuma delas terá parte no Reino de Deus”.

Sua retórica não se limitava a condenações genéricas. Em outra ocasião, Eduardo Costa elevou o tom e disse que aqueles que não aceitassem a “correção do Eterno” teriam um destino fatal. Ele escreveu que essas pessoas iriam morrer fisicamente por causa de seus pecados e, após a morte, teriam a alma enviada ao inferno. Segundo suas palavras, o sofrimento seria eterno, resultado de uma vida “miserável” e “desobediente à vontade divina”.

O caso ganhou ainda mais repercussão devido à posição ocupada por Eduardo Costa fora do ambiente religioso. Servidor do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) há 44 anos, sua carreira no serviço público agora também está sob escrutínio, já que o episódio levanta debates sobre conduta, imagem institucional e credibilidade.

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Nas redes sociais, internautas reagiram com uma mistura de indignação, ironia e críticas sobre a incoerência entre discurso e prática. Muitos apontaram o episódio como exemplo de hipocrisia e moralismo seletivo, enquanto outros lembraram que figuras públicas ligadas à religião frequentemente acabam expostas em situações que contradizem aquilo que pregam.

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O flagrante de Eduardo Costa não apenas abriu discussões sobre comportamento individual e coerência, mas também reacendeu o debate sobre intolerância religiosa, discriminação e a forma como líderes espirituais usam sua influência para atacar determinados grupos, ao mesmo tempo em que podem manter práticas privadas incompatíveis com o que defendem publicamente.

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