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Que horas o cometa interestelar 3I/ATLAS vai passar mais perto da Terra?

Ciência e Tecnologia

O cometa interestelar 3I/ATLAS alcança nesta sexta-feira, dia 19, o ponto de maior aproximação em relação à Terra, despertando grande interesse da comunidade científica e do público que acompanha eventos astronômicos raros. Trata-se apenas do terceiro objeto confirmado a atravessar o Sistema Solar vindo de fora, depois do famoso ‘Oumuamua e do cometa 2I/Borisov, o que por si só já torna o fenômeno especial.

De acordo com dados divulgados pela NASA, o momento exato da aproximação máxima ocorre às 3h02 da manhã, no horário de Brasília. Nesse instante, o 3I/ATLAS estará a aproximadamente 270 milhões de quilômetros da Terra. Apesar de o termo “aproximação” chamar atenção, essa distância é considerada extremamente segura e muito superior à separação entre a Terra e a Lua, que gira em torno de 384 mil quilômetros.

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Os cientistas explicam que, em escalas astronômicas, essa distância faz com que o cometa permaneça praticamente estável aos nossos olhos ao longo do dia. Isso significa que não há diferença perceptível entre observá-lo horas antes ou depois do horário exato do ponto máximo, já que sua posição relativa em relação ao planeta muda de forma muito lenta quando está tão distante.

O 3I/ATLAS foi detectado pelo sistema ATLAS, um conjunto de telescópios projetado para identificar asteroides e cometas potencialmente perigosos. Rapidamente, os astrônomos confirmaram sua trajetória hiperbólica, ou seja, uma rota que não está ligada gravitacionalmente ao Sol. Esse detalhe é fundamental, pois indica que o objeto não se originou no Sistema Solar e não retornará após sua passagem, seguindo viagem rumo ao espaço interestelar.

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Mesmo não oferecendo qualquer risco à Terra, o cometa representa uma oportunidade científica valiosa. Pesquisadores utilizam telescópios terrestres e espaciais para analisar sua composição, brilho e comportamento, tentando entender melhor como são formados corpos em outros sistemas estelares. Essas informações ajudam a ampliar o conhecimento sobre a diversidade de materiais existentes na galáxia e sobre os processos que moldam planetas e cometas fora do nosso sistema.

Embora o 3I/ATLAS não seja visível a olho nu, sua passagem reforça como o Sistema Solar está constantemente sendo atravessado por visitantes vindos de regiões distantes da Via Láctea. Eventos como esse lembram que, mesmo em um espaço aparentemente vazio, há um intenso tráfego cósmico acontecendo silenciosamente ao nosso redor.

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