A revista britânica The Economist divulgou nesta semana a edição 2025 do The Global Liveability Index, um dos levantamentos mais respeitados do mundo quando o assunto é qualidade de vida nas grandes cidades. O destaque deste ano ficou para o Rio de Janeiro, que conquistou o título de melhor cidade do Brasil para se viver, ultrapassando outras capitais nacionais e registrando avanços significativos em comparação a anos anteriores.

Posição no ranking global
No cenário mundial, o Rio de Janeiro alcançou a 111ª colocação entre 173 cidades avaliadas. Embora ainda esteja distante do topo, a evolução foi expressiva: a cidade obteve 70,9 pontos numa escala de 1 a 100, com crescimento de 0,7 ponto em relação ao ano anterior. Esse resultado a colocou entre as cidades que mais avançaram em qualidade de vida em 2025, sinalizando uma recuperação em áreas estratégicas.
Critérios de avaliação
O ranking leva em conta seis pilares fundamentais para medir a vivência urbana:
- Saúde: acesso a serviços médicos, qualidade hospitalar e políticas de saúde pública.
- Educação: abrangência do ensino básico, médio e superior, além da qualidade das instituições.
- Infraestrutura: transporte, saneamento básico, fornecimento de energia e habitação.
- Cultura e meio ambiente: diversidade cultural, opções de lazer, preservação ambiental e áreas verdes.
- Estabilidade política: funcionamento das instituições, previsibilidade econômica e segurança jurídica.
- Segurança: nível de criminalidade, violência urbana e percepção de segurança da população.
No caso carioca, os avanços foram notados sobretudo em estabilidade política e vida cultural, o que ajudou a elevar a nota geral. A cidade também se destacou pelo fortalecimento do setor turístico, pela realização de grandes eventos e pela valorização de espaços culturais e artísticos.

Desafios persistentes
Apesar do reconhecimento, o relatório ressalta que o Rio de Janeiro ainda enfrenta grandes desafios em segurança pública e infraestrutura urbana. Problemas como a violência em algumas regiões, a mobilidade precária e gargalos no transporte público continuam sendo obstáculos para que a cidade alcance posições mais altas no ranking.
Ainda assim, o crescimento de 0,7 ponto foi considerado expressivo, uma vez que representa uma das maiores evoluções registradas entre todas as cidades analisadas.
Comparação internacional
Na lista global, Viena (Áustria) manteve a liderança, seguida por Copenhague (Dinamarca), Zurique (Suíça), Melbourne (Austrália) e Genebra (Suíça). Essas cidades se destacam por oferecer altos padrões de segurança, infraestrutura de ponta e grande estabilidade política.
Já entre as últimas posições aparecem Karachi (Paquistão), Dhaka (Bangladesh), Trípoli (Líbia) e Damasco (Síria), locais marcados por crises políticas, guerras civis, infraestrutura precária e instabilidade social.

Importância para o Brasil
Ser apontado como a melhor cidade brasileira para viver em um ranking de peso como o da The Economist traz visibilidade internacional ao Rio de Janeiro e também reforça seu papel como vitrine do país. A conquista pode atrair investimentos estrangeiros, turismo e novos projetos de urbanização, além de pressionar governos e gestores locais a continuarem promovendo melhorias nos indicadores que ainda são considerados frágeis.
Em resumo: o Rio de Janeiro comemora em 2025 um marco importante. Apesar dos desafios persistentes, a cidade mostra sinais de recuperação e conquista espaço no cenário internacional como uma das capitais que mais avançaram em qualidade de vida no último ano.