A Câmara Municipal de São Bernardo do Campo aprovou, em sessão realizada na última quarta-feira, um projeto de lei que promete trazer alívio financeiro aos consumidores e mais transparência na cobrança do consumo de água. A proposta, de autoria do vereador e atual líder de governo Julinho Fuzari, torna obrigatória a instalação gratuita de válvulas eliminadoras de ar pela Sabesp, sempre que o consumidor fizer a solicitação formal.
O equipamento, conhecido como válvula anti-ar, tem a função de impedir que o ar presente nas tubulações de abastecimento seja registrado pelo hidrômetro como se fosse água. Esse fenômeno é comum em períodos de manutenção na rede, interrupções no fornecimento ou racionamentos, quando o ar entra nas tubulações e faz o medidor girar, aumentando indevidamente o valor cobrado.

Com a nova lei, os moradores poderão solicitar a instalação do dispositivo sem custo adicional, o que, segundo estimativas apresentadas por técnicos do Legislativo, pode gerar uma redução média de até 30% nas contas mensais de água. O projeto foi aprovado por acordo de lideranças no plenário, demonstrando consenso entre as bancadas sobre a importância da iniciativa para a população.
Julinho Fuzari destacou que a proposta visa corrigir uma distorção antiga, garantindo que o consumidor pague apenas pelo que realmente consome. O vereador ressaltou que o objetivo não é prejudicar a concessionária, mas equilibrar a relação entre prestadora de serviço e usuários. Para ele, a medida reforça o princípio da cobrança justa e a defesa dos direitos do cidadão.
Após a aprovação na Câmara, o projeto segue para sanção do prefeito de São Bernardo do Campo. Caso seja sancionado, a Sabesp deverá regulamentar os procedimentos de solicitação e instalação das válvulas em até 60 dias, além de disponibilizar canais de atendimento específicos para os consumidores interessados.
A iniciativa é vista como um avanço no controle e na transparência do uso de recursos hídricos, tema de crescente relevância diante dos desafios ambientais e da necessidade de eficiência no consumo de água. A expectativa é de que a medida sirva de exemplo para outras cidades paulistas, estimulando legislações semelhantes em defesa dos consumidores e da sustentabilidade.