A terceira e derradeira superlua do ano toma conta do céu brasileiro nesta noite. O país inteiro poderá observar um brilho excepcional que encerra a temporada anual de superluas com intensidade rara. Astrônomos explicam que um evento com essa mesma força luminosa só voltará a acontecer em 2042. Por isso, a recomendação é aproveitar cada minuto do fenômeno.
A superlua se destaca porque o satélite natural da Terra aparece visualmente maior e mais radiante. Nessa edição, ela pode parecer até catorze por cento maior e trinta por cento mais brilhante que uma lua cheia comum, um efeito que costuma impressionar mesmo quem está acostumado a observar o céu. Esse aumento na percepção acontece devido à menor distância entre a Lua e o nosso planeta no momento exato em que ela entra na fase cheia.

O auge da observação ocorre por volta das vinte horas, horário em que a Lua atinge seu ponto máximo de iluminação enquanto se encontra a aproximadamente trezentos e cinquenta e sete mil quilômetros da Terra. Esse alinhamento é o que garante o espetáculo. Quanto mais próximo do horizonte o astro estiver, mais impactante será a visão, já que prédios, árvores e montanhas criam um contraste natural que amplia a sensação de gigantismo.
Nem toda lua cheia recebe o título de superlua. Para isso, é necessário que o perigeu, momento em que a Lua chega ao ponto mais próximo da Terra em sua órbita elíptica, aconteça no mesmo dia em que ela está completamente iluminada. O ciclo lunar completo dura cerca de vinte e nove vírgula cinco dias. Como o perigeu varia em cada mês, apenas algumas luas cheias ao longo do ano entram nessa categoria especial.
Esse fenômeno sempre desperta curiosidade e reúne pessoas em varandas, praças e mirantes. Também é uma grande oportunidade para fotógrafos que desejam capturar imagens marcantes do céu noturno. O brilho aumentado facilita registros detalhados mesmo com equipamentos mais simples. Especialistas orientam apenas que o observador escolha locais com pouca iluminação artificial, assim a superlua se destaca com ainda mais força.
O evento de hoje encerra a série de superluas do ano com uma despedida espetacular. Para quem aprecia fenômenos astronômicos, essa é uma chance única que só encontrará repetição daqui a quase duas décadas. Uma noite perfeita para olhar para cima, sentir a grandiosidade do universo e guardar na memória um espetáculo que não volta tão cedo.