Um poderoso terremoto de magnitude 8,7 sacudiu a costa leste da Rússia nesta terça-feira (horário local), provocando pânico na região e acionando alertas de tsunami para diversos países banhados pelo Oceano Pacífico, incluindo Japão e Estados Unidos. O epicentro foi registrado em uma área submarina próxima à Península de Kamchatka, região conhecida por sua intensa atividade sísmica e vulcânica.
Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o tremor ocorreu a uma profundidade de cerca de 25 km, o que aumenta seu potencial destrutivo. O terremoto foi sentido em cidades costeiras russas e chegou a ser notado em partes do Japão. Como medida de segurança, as autoridades russas evacuaram áreas vulneráveis e abrigaram o presidente Vladimir Putin em um bunker seguro, conforme relatado por fontes do Kremlin.

ALERTA MÁXIMO DE TSUNAMI
O Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico (PTWC) emitiu alertas para as regiões costeiras do Japão, Rússia e costa oeste dos EUA, incluindo Alasca e Havaí. As autoridades pedem que a população dessas áreas fique em vigilância constante e siga os protocolos de evacuação, caso necessário.
Especialistas alertam que ondas de até 3 metros podem atingir partes do litoral russo e japonês nas próximas horas. Sirenes de emergência foram acionadas em várias localidades, e imagens de moradores deixando suas casas rapidamente começam a circular nas redes sociais.

Este é o maior terremoto registrado no planeta desde o devastador tremor de Tohoku, no Japão, em 2011, que teve magnitude 9,1 e causou um tsunami catastrófico, deixando mais de 18 mil mortos e o colapso da usina nuclear de Fukushima.
Ainda não há relatos oficiais de vítimas ou danos materiais significativos, mas as autoridades seguem monitorando a situação de perto. Equipes de resgate e emergência já foram mobilizadas para regiões potencialmente afetadas.
A comunidade internacional acompanha com preocupação os desdobramentos desse terremoto histórico.