Meta lança óculos VR de 100g com tela 5K e certificação IMAX por US$ 1.299
Meta VR Glasses chegam na primavera de 2027 com processamento externo, áudio Dolby Atmos e catálogo completo do Quest…
A Meta oficializou durante o evento Meta Connect 2026, realizado em setembro na Califórnia, o lançamento dos Meta VR Glasses, seu mais novo dispositivo de realidade virtual. O produto representa uma mudança estrutural no design de headsets ao transferir todo o processamento, armazenamento e fornecimento de energia para um módulo externo, permitindo que a parte que fica no rosto do usuário pese aproximadamente cem gramas. O dispositivo chega ao mercado na primavera de 2027 por mil duzentos e noventa e nove dólares e noventa e nove centavos na configuração com cento e vinte e oito gigabytes de armazenamento interno.
Meta VR Glasses introduction trailer.
O Meta VR Glasses foi apresentado como o dispositivo mais avançado já produzido pela empresa, combinando funções de cinema pessoal, assento privilegiado em eventos esportivos, estação de trabalho e console de jogos em um formato que se assemelha a um par de óculos de sol de grande formato. Diferentemente dos headsets convencionais, o produto não possui alças de fixação nem hardware pesado sobre o rosto. O design de periferia aberta permite que o usuário veja naturalmente o mundo real pelas laterais e por baixo do dispositivo, mantendo a consciência do ambiente ao redor.
A construção do visor utiliza liga de magnésio, material que confere rigidez e resistência estrutural enquanto auxilia na dissipação passiva de calor. O sistema de resfriamento é completamente passivo, sem ventoinhas, o que contribui para o perfil reduzido e silencioso. O dispositivo é oferecido em dois tamanhos distintos, padrão e grande, comercializados como produtos separados para acomodar diferentes formatos de cabeça. As lentes podem ser ajustadas manualmente para uma distância interpupilar entre cinquenta e seis e setenta milímetros, e há suporte para inserts de grau fornecidos pela Zenni Optical, parceira da Meta.
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O coração tecnológico do sistema reside no puck, um módulo de aproximadamente trezentas gramas que a empresa descreve como tendo o tamanho aproximado de dois celulares presos um ao outro. Esse componente é responsável por todo o processamento, armazenamento e fornecimento de energia, e pode ser fixado ao bolso ou à bolsa do usuário por meio de um clipe. A conexão entre o puck e os óculos é feita por um cabo de fibra óptica fino e flexível, que transporta dados e energia simultaneamente através de uma porta proprietária. O puck é alimentado pelo chipset Snapdragon Reality Elite, da Qualcomm, equivalente a um XR2 de terceira geração com nomenclatura diferente, e inclui doze gigabytes de memória RAM e cento e vinte e oito gigabytes de armazenamento interno, com suporte a cartão microSD para expansão de até um terabyte. A bateria do módulo oferece até três horas de reprodução contínua de mídia em alta resolução e suporta carregamento rápido de quarenta e cinco watts por meio de uma fonte USB-C incluída.
O sistema de exibição é um dos pontos mais destacados do produto. Os Meta VR Glasses utilizam duas telas micro-OLED de cento e vinte hertz com resolução de dois mil quatrocentos e doze por dois mil duzentos e oitenta e oito pixels por olho, conjunto que a Meta denomina 5K Infinite Display. Trata-se da maior resolução já vista em um dispositivo da empresa e o primeiro headset não-LCD da Meta desde o Oculus Quest original. As telas suportam o formato Dolby Vision HDR e são acompanhadas de áudio espacial Dolby Atmos integrado diretamente às hastes. A resolução angular central é de trinta e sete pixels por grau, um avanço significativo em relação aos vinte e cinco pixels por grau do Quest 3. O campo de visão, no entanto, foi reduzido para setenta graus na horizontal por sessenta e seis graus na vertical, o que equivale a aproximadamente oitenta e sete graus na diagonal, em comparação com os cerca de cento e dez graus horizontais e noventa e seis graus verticais do Quest 3. A Meta reconhece essa compensação óptica, que decorre diretamente da redução drástica no tamanho do visor e do uso de lentes pancake ultracompactas desenvolvidas especificamente para o dispositivo.
Os Meta VR Glasses são o primeiro dispositivo de realidade virtual com certificação IMAX Enhanced, o que permitirá aos usuários assistir a filmes selecionados na proporção expandida característica das salas IMAX, em formato de um vírgula noventa para um, ligeiramente mais alto que o padrão dezesseis por nove, além de conteúdo em três dimensões. A partir de novembro, assinantes do Disney+ poderão transmitir filmes como Os Vingadores e Pantera Negra em 3D em países selecionados, com ambientes imersivos temáticos como Tatooine, Torre dos Vingadores e Scare Floor. Também estão previstas versões VR Enhanced de filmes icônicos como Vingadores: Guerra Infinita e Star Wars: Uma Nova Esperança por meio do novo aplicativo Disney Immersive Cinema by ILM. O dispositivo também oferece acesso a mais de cem eventos esportivos ao vivo por ano com ESPN, TNT Sports e outros parceiros, incluindo transmissões em oito mil e resolução com visão de cento e oitenta graus.
Em termos de rastreamento, os óculos contam com rastreamento ocular por quatro câmeras, utilizado tanto para seleção de interface quanto para desbloqueio biométrico, além de rastreamento de mãos com câmeras frontais e voltadas para baixo que ampliam o alcance de detecção. O dispositivo não inclui rastreamento facial. O passthrough colorido oferece vinte e seis pixels por grau, permitindo que o usuário veja o ambiente externo com clareza. O sistema de rastreamento espacial de seis graus de liberdade é o mesmo já consolidado na linha Quest.
Os controles Touch Plus não vêm na caixa por padrão, mas podem ser adquiridos separadamente em uma nova cor totalmente preta, ou o usuário pode parear os controles de seu Quest 3 ou Quest 3S existente. A Meta afirmou que haverá um pacote com controles disponível em alguns canais de varejo. O esquema principal de interação combina rastreamento ocular e gestos manuais, permitindo que o usuário destaque um botão com o olhar e selecione com uma pinça dos dedos, além de rolar conteúdo com movimentos do polegar. A empresa também integrou o Surface Keyboard, recurso que transforma qualquer superfície plana em um teclado e touchpad virtuais, complementado pela possibilidade de pareamento de periféricos Bluetooth como teclados e gamepads.




O sistema operacional é o mesmo do Quest 3, o que garante compatibilidade total com o catálogo de conteúdo existente. Segundo a Meta, setenta e cinco jogos terão suporte a gestos manuais no lançamento, e todos os títulos do Quest serão compatíveis com os controles Touch Plus. O dispositivo também suporta streaming via Xbox Cloud Gaming, embora a Microsoft imponha limites de tempo ao serviço. Para produtividade, os óculos podem ser conectados a PCs com Windows ou a Macs, funcionando como um monitor externo virtual com suporte a teclado e touchpad virtuais, além da opção de usar periféricos físicos.
Entre os recursos de software, destaca-se a integração com o Muse, agente pessoal de inteligência artificial da Meta, que pode ser acionado por voz, gestos ou rastreamento ocular. O Muse é capaz de agir sobre aquilo que o usuário está vendo, permitindo que ele faça perguntas sobre um produto em uma prateleira, um panfleto na parede ou uma lista de material escolar sem precisar descrever o que está à sua frente. Os óculos também introduzem uma funcionalidade de holograma para chamadas de vídeo, que cria uma versão digital fotorrealista do rosto do usuário para ser exibida em plataformas como WhatsApp e Zoom, de forma semelhante às Personas do Apple Vision Pro.
Durante a keynote, o CEO Mark Zuckerberg explicou que a empresa inicialmente acreditava que o metaverso viria primeiro e a superinteligência de inteligência artificial depois, mas que os avanços em IA exigiram uma mudança de abordagem, colocando a funcionalidade de IA em primeiro plano. O Muse é a peça central dessa estratégia e será integrado aos óculos, permitindo que o usuário interaja com o agente de forma mãos-livres ao longo do dia.
Além dos VR Glasses, a Meta anunciou durante o Connect 2026 uma nova linha de óculos de inteligência artificial, incluindo o Ray-Ban Meta Audio, primeiro modelo sem câmera da empresa, que pesa quarenta e três gramas e oferece até doze horas de bateria, com preço inicial de trezentos e quarenta e nove dólares e envio a partir de treze de outubro. A terceira geração dos Ray-Ban Meta também foi apresentada, com bateria de até nove horas e preço inicial de quatrocentos e quarenta e nove dólares. A empresa ainda revelou o Muse Charm, um dispositivo em formato de chaveiro que carrega o agente de inteligência artificial Muse e chega ao mercado no final de 2026, embora sem preço divulgado.
Os Meta VR Glasses estarão disponíveis na primavera de 2027 por mil duzentos e noventa e nove dólares e noventa e nove centavos na configuração com cento e vinte e oito gigabytes de armazenamento. O preço posiciona o dispositivo acima do Meta Ray-Ban Display, de setecentos e noventa e nove dólares, mas abaixo do Apple Vision Pro, que parte de três mil e setecentos dólares. A Meta planeja disponibilidade internacional ampla, com regiões suportadas incluindo Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, México, Alemanha, Polônia, França, Países Baixos e outros mercados. Não há confirmação de lançamento do produto no Brasil.
Fontes consultadas
Meta. Introducing Meta VR Glasses: A Cinema, Courtside Seat, and Workspace in Just 100 Grams. 23 de setembro de 2026.
Meta. Introducing Meta VR Glasses, A New Era for Virtual Reality. 23 de setembro de 2026.
Meta. Tudo o que anunciamos no Meta Connect 2026. 24 de setembro de 2026.