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Curiosidades

Pentágono abre arquivos e expõe criatura de 7 pés que atravessou cerca no Rancho Skinwalker

By Régis Andrade
28 de outubro de 2026 6 Min Read
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Relatório de 60 páginas detalha investigação de 2010 com 11 testemunhas, amostras de cabelo submetidas a análise genética e rastros na neve que passaram pela barreira sem sinal de interrupção no passo

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos desclassificou um conjunto de documentos que detalha uma investigação conduzida em 2010 sobre avistamentos de uma criatura bípede de aproximadamente sete pés de altura nas proximidades do Rancho Skinwalker, no nordeste de Utah. O relatório, com 60 páginas e produzido pela Bigelow Aerospace Advanced Space Studies (BAASS) sob contrato da Agência de Inteligência de Defesa (DIA), registra o depoimento de 11 testemunhas que descreveram de forma independente um animal semelhante a um cão que se movia sobre duas pernas, além da coleta de amostras de cabelo presas em uma cerca de arame farpado e de fotografias de rastros na neve que atravessaram a barreira sem qualquer evidência de salto ou escalada. A informação foi confirmada por múltiplos veículos que tiveram acesso ao material liberado em 23 de outubro de 2026.

O episódio central ocorreu na noite de 22 de março de 2010, quando um morador local relatou que seus cães começaram a latir de forma agitada e perseguiram uma criatura escura que corria em alta velocidade. Segundo o depoimento, o animal atingiu repetidamente a cerca de arame farpado da propriedade antes de emitir um uivo considerado não natural. O som foi imediatamente seguido por uma resposta coletiva de coiotes em uma área ampla ao redor. O morador descreveu que a criatura se movia “como um velocista” e fugiu em direção a uma casa de fazenda abandonada do outro lado da estrada. Ele estimou a altura do animal em cerca de seis pés, com cerca de 250 libras, corpo coberto por pelo curto preto misturado com cinza, orelhas pontiagudas, cauda curta e uma cabeça semelhante à de um pastor-alemão, mas com um focinho de aparência mais humana.

A investigação da BAASS enviou uma equipe de quatro pessoas ao rancho entre 22 e 26 de março de 2010, com uma segunda visita entre 19 e 23 de abril. Ao todo, mais de 25 pessoas foram entrevistadas, incluindo quatro policiais locais, onze nativos americanos (um deles um xamã), o diretor do escritório local de Pesca e Vida Selvagem, fazendeiros, empresários e membros da igreja mórmon. Desse total, onze testemunhas descreveram separadamente a criatura bípede semelhante a um cão, com idades entre 15 e 77 anos. Alguns relatos se referiam a avistamentos ocorridos até 20 anos antes, enquanto outros eram recentes, de abril de 2010. As descrições variaram entre seis e sete pés de altura quando a criatura estava ereta sobre as patas traseiras.

Além do relato principal, os documentos registram episódios correlatos que reforçam a consistência dos depoimentos. Uma mulher descreveu duas noites consecutivas em setembro de 2009, quando viu uma sombra em seu quintal e, ao verificar o bebedouro dos cavalos, percebeu que estava completamente vazio, algo que quase nunca acontecia. Em seguida, avistou uma criatura agachada sobre o telhado de um galpão, com cerca de oito pés de altura, pele escura sem pelos e corpo musculoso. Sua filha de quatro anos disse que o animal se parecia com um canguru. Um outro homem relatou que, no inverno de 2003, um braço peludo com cerca de três pés de comprimento e dedos longos entrou pela janela de seu quarto por volta das 3 ou 4 da manhã. Ele gritou e o braço recuou. Um terceiro depoente afirmou que, dois dias antes da visita da equipe, em 24 de março, seus cães enlouqueceram dentro de casa e ele viu uma forma escura passar em disparada, ouviu o impacto repetido contra a cerca de arame farpado e observou o animal seguir em direção à fazenda abandonada.

O elemento material mais significativo do relatório está nas amostras de cabelo e nas fotografias de rastros. Os investigadores coletaram quatro amostras de pelos que ficaram presos na cerca de arame farpado no local onde os cães perseguiram a criatura. As amostras foram submetidas a análise de DNA mitocondrial em um laboratório, com laudo datado de 27 de abril de 2010. Três das quatro amostras apresentaram a mesma sequência de DNA canino, comum em cães domésticos e esperada em cerca de 10 a 14 por cento de cães aleatórios. A quarta amostra foi identificada como pertencente a um guaxinim. A equipe da BAASS anotou que o resultado sugeria fortemente, mas não provava, que as três amostras caninas vieram de um único cão.

A interpretação desse resultado, no entanto, permanece objeto de debate. Os próprios investigadores registraram uma ressalva relevante: como os cães da propriedade foram os que perseguiram a criatura através da cerca, é possível que os pelos caninos encontrados no arame tenham se originado dos próprios perseguidores, e não do animal perseguido. Defensores da existência de uma criatura desconhecida argumentam que um animal com cabeça de cão poderia carregar DNA canino. Céticos respondem que a presença de pelos de cão em uma linha de cerca onde cães acabaram de correr não constitui evidência de nada além da presença dos cães.

O relatório também documenta fotografias de rastros na neve que os investigadores classificaram como não identificados. Em um dos conjuntos, duas trilhas distintas parecem convergir para uma única linha de pegadas. Em outro, as marcas de passos aparecem atravessando diretamente a cerca de arame farpado, sem qualquer sinal de que a criatura tenha saltado sobre a barreira ou escalado o arame. Uma descrição do material contida em registros do programa afirma que os rastros continuaram na neve após a cerca sem evidência de uma passada quebrada, ou seja, sem interrupção no ritmo ou na extensão do passo. Esse detalhe é consistente com a hipótese de que o animal teria atravessado fisicamente a barreira, e não a contornado ou saltado.

A investigação da BAASS fazia parte do programa Advanced Aerospace Weapon System Applications Program (AAWSAP), conduzido pela DIA entre 2008 e 2010, com valor estimado em 22 milhões de dólares. A empresa de Robert Bigelow produziu dezenas de relatórios durante o contrato, e o rancho de Utah foi um de seus projetos de campo. O documento liberado é identificado como DOW-UAP-D174 e intitulado “Utah Ranch Investigation”. O nome do rancho aparece tarjado no material, mas as referências geográficas à Bacia de Uintah, à cidade de Fort Duchesne, ao Reservatório Bottle Hollow e a uma luz azul que voou em direção à “Skinwalker Ridge” apontam diretamente para a região do Rancho Skinwalker.

O Departamento de Defesa esclareceu que os documentos não constituem evidência de vida extraterrestre ou de atividade paranormal. Os arquivos foram categorizados como casos não resolvidos, e o governo afirmou não ser capaz de chegar a uma conclusão definitiva sobre a natureza dos fenômenos descritos. A liberação faz parte de um processo contínuo, com novos arquivos previstos para serem tornados públicos nos próximos meses.

A tradição navajo define o termo Skinwalker como uma criatura malevolente e capaz de mudar de forma, assumindo a aparência de diversos animais. O rancho faz fronteira com a Reserva Indígena Uintah e Ouray, e relatos da cultura Ute, como a história da “Basket Lady”, também fazem parte do contexto da região. Muitos moradores locais evitam falar abertamente sobre esses seres, e o próprio relatório reconhece que a combinação de noites escuras, cães latindo, coiotes e sombras rápidas cria condições propícias para interpretações equivocadas de estímulos naturais. Ainda assim, o fato de onze pessoas terem descrito, de forma independente, o mesmo tipo de animal bípede de grande porte levou uma equipe financiada pelo governo a construir um plano de investigação com mapas, câmeras, sensores e testes de DNA. O arquivo não apresenta uma foto nítida, um corpo ou uma prova laboratorial de uma espécie desconhecida. Mas também não encerra a questão: deixa em aberto se o que os moradores viram foi um animal conhecido, uma lenda que se alimenta de si mesma ou algo para o qual ainda não existe um nome.

Fontes consultadas: Times Now World, ParaRational, Hindustan Times, BreezyScroll e UAP Drop.

Tags:

DNApentágonoSkinwalkerUAPUtah
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Régis Andrade

Eu sou Régis Andrade, criador do Portal de Notícias.

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