O sequestro e assassinato de José Adrián Corona Radillo, presidente do Grupo Corona, ampliou o clima de insegurança no México e reacendeu o debate sobre a violência nas rodovias do país. O crime ocorreu no fim de dezembro de 2025, mas só ganhou ampla repercussão internacional nos primeiros dias de janeiro de 2026, após a confirmação oficial da morte e a divulgação de detalhes pelas autoridades locais.
Segundo informações apuradas pela polícia do estado de Jalisco, o empresário viajava de carro acompanhado de familiares por uma rodovia próxima à região turística de Puerto Vallarta quando o veículo foi interceptado por homens armados. Testemunhas relataram que os criminosos agiram de forma rápida e coordenada, obrigando todos a descer do automóvel. Pertences pessoais teriam sido levados e, em seguida, José Adrián Corona Radillo foi forçado a entrar em outro veículo, enquanto os demais familiares foram deixados no local sem ferimentos graves.

Logo após o ataque, as autoridades iniciaram buscas e acionaram protocolos de investigação para casos de sequestro. Apesar da mobilização, não houve registro de pedido de resgate, o que levantou suspeitas de que o crime não tinha como objetivo principal a extorsão financeira. Dois dias depois do sequestro, o corpo do empresário foi encontrado às margens da mesma rodovia onde ocorreu a abordagem. De acordo com o laudo preliminar da perícia, ele apresentava marcas de violência e ferimentos provocados por disparos de arma de fogo.
O Ministério Público de Jalisco informou que o caso segue sob investigação e que diversas linhas estão sendo analisadas, incluindo a possibilidade de se tratar de um ataque aleatório cometido por grupos criminosos que atuam em estradas da região. Até o momento, não houve divulgação oficial sobre suspeitos presos ou identificação dos autores do crime. As autoridades afirmam que parte das informações permanece sob sigilo para não comprometer o andamento das diligências.
A morte de Corona Radillo causou forte impacto no meio empresarial mexicano, especialmente no setor de bebidas alcoólicas artesanais. O Grupo Corona era reconhecido regionalmente pela produção de tequila, mezcal e outros destilados, com presença significativa no mercado local. O empresário era visto como uma figura influente e respeitada, o que aumentou a comoção em torno do caso e gerou manifestações de preocupação entre empresários que atuam em regiões consideradas estratégicas para o turismo e a economia.
Especialistas em segurança pública apontam que o crime reflete um problema estrutural enfrentado pelo México, especialmente em estados como Jalisco, onde a presença de organizações criminosas e disputas por território elevam os índices de violência. Rodovias que ligam centros turísticos a grandes cidades têm sido alvo frequente de assaltos e abordagens armadas, colocando em risco tanto moradores quanto visitantes e empresários.
Autoridades reforçaram que o Grupo Corona não tem relação com a cerveja Corona, marca globalmente conhecida e pertencente a outro conglomerado do setor de bebidas. A diferenciação foi destacada para evitar confusões e desinformação durante a cobertura do caso.
Familiares do empresário ainda não concederam entrevistas, mas, segundo fontes próximas, colaboram com as investigações e aguardam respostas das autoridades. O governo local prometeu intensificar ações de segurança na região e afirmou que novas informações serão divulgadas assim que houver avanços concretos na apuração do crime.