O patrimônio imobiliário do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, apresentou uma expansão significativa ao longo dos últimos anos, conforme apontam dados obtidos a partir de registros oficiais de cartório. A evolução ocorre desde sua indicação à Corte, em 2017, e envolve aquisições realizadas em conjunto com sua esposa, Viviane Barci, advogada com atuação consolidada no meio jurídico.
O conjunto de imóveis vinculados ao casal soma atualmente 17 propriedades, com valor total aproximado de R$ 31,5 milhões, considerando exclusivamente os preços declarados nos contratos de compra. Os números indicam uma mudança relevante em relação ao cenário anterior à chegada de Moraes ao Supremo, quando o patrimônio imobiliário do casal era composto por 12 bens, avaliados em cerca de R$ 8,6 milhões.
A trajetória de crescimento patrimonial revela uma aceleração mais intensa a partir dos últimos anos. O período iniciado em 2021 concentra a maior parte dos investimentos realizados, representando um volume expressivo dentro da série histórica de aquisições. Nesse intervalo, o casal destinou aproximadamente R$ 23,4 milhões à compra de novos imóveis, o que corresponde a mais de dois terços de todo o montante aplicado ao longo de cerca de três décadas.
Os registros analisados indicam que as aquisições foram formalizadas por meio de contratos regularmente registrados, sem considerar eventuais valorizações posteriores de mercado. Ou seja, os valores apresentados refletem exclusivamente os preços pagos no momento das transações, sem atualização monetária ou estimativas de valorização imobiliária.
Paralelamente ao crescimento patrimonial, observa-se também uma ampliação da atuação profissional no núcleo familiar. O escritório de advocacia administrado por Viviane Barci passou a registrar aumento relevante no número de processos em tramitação nas instâncias superiores do Judiciário. O volume de casos acompanhados cresceu de forma consistente ao longo dos anos, ampliando a presença da banca em tribunais de maior hierarquia.
A análise dos dados sugere que a expansão patrimonial não ocorreu de forma linear, mas sim concentrada em ciclos mais recentes, com maior intensidade de investimentos em curto espaço de tempo. Esse padrão reforça a percepção de mudança no ritmo de aquisição de bens, sobretudo após a consolidação de Moraes no cargo de ministro do Supremo.
O levantamento se baseia exclusivamente em documentos oficiais, com informações extraídas de registros públicos, o que confere rastreabilidade às operações realizadas. Não há, no entanto, detalhamento sobre outras fontes de renda, aplicações financeiras ou eventuais ativos que não estejam vinculados ao mercado imobiliário.
O caso insere-se em um contexto mais amplo de interesse público sobre a evolução patrimonial de autoridades em posições estratégicas do Estado, especialmente aquelas ligadas ao sistema de Justiça, onde a transparência e a conformidade com a legislação são aspectos frequentemente observados pela sociedade.
