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China prende 30 pastores e intensifica perseguição a igrejas cristãs

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O regime comunista da China realizou uma das maiores ofensivas contra a liberdade religiosa dos últimos anos. Cerca de 30 pastores e líderes cristãos da Igreja Zion foram presos em uma operação coordenada que atingiu diversas províncias do país, incluindo Pequim, Shandong e Guangxi.

Entre os detidos está o pastor Ezra Jin Mingri, fundador da Zion Church e uma das figuras mais respeitadas do cristianismo independente chinês. Ele foi levado de sua casa sob a acusação de “uso ilegal da internet”, um termo genérico usado pelo Partido Comunista para justificar a prisão de pessoas que se expressam livremente em plataformas digitais. Na prática, seu “crime” foi usar a internet para pregar o Evangelho.

Segundo informações de fiéis, o pastor sofre de problemas de saúde e está sendo mantido em local desconhecido, sem direito a visitas ou contato com advogados. Além das prisões, mais de 150 membros da comunidade foram interrogados, e pelo menos 20 líderes permanecem sob custódia das autoridades.

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A Igreja Zion, fundada em 2007, é uma congregação evangélica independente que se recusa a se submeter ao controle do governo. Na China, apenas igrejas registradas e supervisionadas pelo Estado são consideradas “oficiais”. Elas precisam seguir diretrizes ideológicas do Partido Comunista e ajustar suas doutrinas às políticas estatais. Qualquer instituição religiosa que mantenha autonomia é considerada uma ameaça.

Durante a pandemia de Covid-19, a Zion ganhou ainda mais alcance com a transmissão de cultos online, o que ampliou sua influência em todo o país. Atualmente, estima-se que a igreja tenha mais de 5 mil membros distribuídos por 40 cidades. Para o governo chinês, esse tipo de expansão representa risco, pois igrejas independentes incentivam o pensamento livre e a comunhão fora do controle estatal.

A repressão religiosa, embora antiga, vem se intensificando nos últimos anos. Igrejas têm sido demolidas, cruzes removidas e líderes detidos sob falsas acusações. Mesmo assim, o número de cristãos na China segue crescendo. Especialistas estimam que existam mais de 60 milhões de fiéis participando de igrejas “domésticas”, que se reúnem secretamente em casas, armazéns e porões, longe dos olhos do governo.

O caso repercutiu internacionalmente. Nos Estados Unidos, o senador Marco Rubio condenou as prisões e exigiu a libertação imediata dos pastores, afirmando que o Partido Comunista “tem medo dos cristãos que não se dobram ao sistema”. Organizações de direitos humanos também alertam que a perseguição religiosa na China é uma das mais severas do mundo.

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