Cirurgião prossegue em cirurgia complexa após mal‑estar e recebe soro no pé para proteger paciente
Cirurgião teve mal-estar durante cirurgia de remoção de tumor; recebeu soro no pé e concluiu o procedimento com sucesso.
O cirurgião que conduzia uma operação de alta complexidade sofreu um mal‑estar súbito durante o procedimento, mas optou por permanecer na sala e concluir a cirurgia para preservar a integridade funcional da paciente. A intervenção visava a remoção de um tumor nas glândulas salivares de uma jovem, com a lesão situada em proximidade imediata a um nervo facial cuja lesão poderia resultar em perda de movimento e sensibilidade da face. Durante o ato operatório, o médico apresentou queda abrupta da pressão arterial acompanhada de náusea e sudorese, sinais que mobilizaram imediatamente a equipe de anestesia e os assistentes.
A indisposição do cirurgião ocorreu em contexto de um quadro de intoxicação alimentar relatado no dia anterior, condição que, segundo relatos da equipe, pode ter contribuído para a instabilidade hemodinâmica. Ao perceber a alteração clínica, os profissionais presentes avaliaram as opções disponíveis: interromper o procedimento e transferir a paciente para outro cirurgião ou manter a continuidade do ato cirúrgico até um ponto seguro para eventual interrupção. A decisão foi tomada com base na avaliação do risco imediato de dano ao nervo facial caso a operação fosse suspensa naquele momento.
Para viabilizar a continuidade do procedimento sem comprometer a segurança da paciente, a equipe instalou um acesso intravenoso no pé direito do cirurgião, permitindo a administração rápida de fluidos e medicamentos. O médico permaneceu sentado enquanto recebia a medicação e o soro, e a monitorização contínua dos sinais vitais foi mantida pela equipe de anestesia. Em poucos minutos a pressão arterial do cirurgião estabilizou e o quadro de mal‑estar reverteu, o que possibilitou a conclusão da cirurgia conforme o planejamento inicial.
A escolha por prosseguir com a operação, tomada pelo próprio cirurgião em conjunto com a equipe, foi justificada pela avaliação técnica do risco de lesão neurológica para a paciente. Segundo relatos, naquele ponto da cirurgia a manipulação do tecido e a proximidade com o nervo facial tornavam a interrupção mais perigosa do que a continuidade assistida do procedimento. O cirurgião declarou que abandonar a cirurgia naquele momento não era uma opção, enfatizando a prioridade pela preservação da função facial da paciente.
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O episódio suscitou reflexões sobre protocolos de segurança em ambiente cirúrgico e sobre os limites da dedicação profissional. Especialistas consultados por veículos de imprensa costumam destacar que a condição física e cognitiva do operador é fator crítico para a segurança do paciente, e que alternativas como a substituição por outro cirurgião ou a suspensão temporária do procedimento devem ser consideradas sempre que houver risco de erro. No caso em questão, a equipe avaliou que a melhor estratégia para reduzir risco imediato à paciente foi estabilizar o cirurgião e manter a continuidade do ato operatório.
A imagem registrada durante a cirurgia, que mostra o cirurgião sentado recebendo medicação pelo acesso no pé, foi divulgada por um colega da instituição e gerou repercussão pública. A publicação incluiu agradecimentos ao profissional pela dedicação demonstrada durante o procedimento, e provocou debate sobre práticas e limites em situações críticas. A instituição responsável pelo procedimento informou que o caso será objeto de revisão interna das rotinas de avaliação pré‑operatória da equipe e dos protocolos de resposta a intercorrências envolvendo operadores durante cirurgias de alto risco.
Do ponto de vista técnico, a cirurgia foi concluída sem intercorrências adicionais relatadas pela equipe. A paciente permaneceu em observação no pós‑operatório, com monitorização específica da função do nervo facial e seguimento conforme protocolos para cirurgias de cabeça e pescoço. A prioridade da equipe nas horas seguintes foi avaliar sinais de comprometimento neurológico e garantir analgesia e suporte clínico adequados, além de documentar o episódio para fins de auditoria clínica.
A situação também reacendeu a discussão sobre a importância de avaliações de aptidão para procedimentos complexos, incluindo a necessidade de protocolos que considerem não apenas a condição do paciente, mas também a condição física e a disponibilidade de substitutos qualificados para o cirurgião principal. Instituições de saúde costumam revisar escalas de risco e planos de contingência para garantir que, em casos de indisposição de um operador, a segurança do paciente não seja comprometida.
Profissionais ouvidos em caráter geral ressaltam que cada caso exige julgamento clínico e que decisões tomadas em tempo real dependem da experiência da equipe, da gravidade do quadro e da disponibilidade de recursos. No relato deste procedimento, a combinação de estabilização rápida, monitorização contínua e coordenação entre cirurgião, anestesista e assistentes foi apontada como determinante para o desfecho favorável.
O episódio permanece como um exemplo de dilemas que podem surgir em salas de cirurgia e da necessidade de políticas institucionais claras para situações em que a condição de um membro da equipe possa afetar a segurança do paciente. A instituição envolvida informou que promoverá uma revisão das práticas e reforçará orientações para avaliação prévia de condições que possam comprometer a atuação em procedimentos de alta complexidade.
Fontes Relato da equipe cirúrgica e declaração do cirurgião Dr. Oguz Basut; publicação e imagem divulgada por Ahmet Saim Kilavuz, Universidade Bursa Uludağ.