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Ele e o irmão criaram a maior plantação de coco do Brasil, totalizam 6.000 hectares, com produção anual de 110 milhões de frutos de coco

By Estagiário
maio 24, 2026 3 Min Read
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A consolidação da indústria de derivados de coco no Brasil passa por uma transformação silenciosa iniciada na década de 1960, quando uma iniciativa empresarial rompeu com padrões tradicionais de produção e consumo. Em um cenário onde o aproveitamento do coco era limitado a processos artesanais, restritos ao ambiente doméstico, surgiu uma proposta baseada em escala, padronização e distribuição nacional. Foi nesse contexto que, em 1966, em Maceió, Alagoas, dois irmãos de origem portuguesa decidiram estruturar um modelo industrial voltado ao aproveitamento integral da fruta, inaugurando uma nova fase para o setor alimentício brasileiro.

A primeira grande aposta foi a introdução do coco ralado industrializado. Até então, o preparo desse ingrediente exigia tempo, habilidade e acesso à matéria-prima in natura. A versão processada, embalada e pronta para uso representava uma mudança significativa no comportamento do consumidor. A novidade enfrentou resistência inicial, sobretudo por romper com hábitos culturais enraizados, mas rapidamente ganhou espaço nas cozinhas brasileiras, impulsionada pela praticidade e pela possibilidade de armazenamento prolongado sem perda de qualidade.

O avanço não parou por aí. Poucos anos depois, em 1969, a empresa ampliou sua atuação ao lançar o leite de coco em escala industrial. O produto, que antes dependia de preparo manual, passou a ser comercializado de forma padronizada, facilitando receitas tradicionais e permitindo maior previsibilidade no resultado culinário. Essa inovação consolidou a presença da marca no mercado e reforçou a estratégia de oferecer soluções práticas sem abrir mão das características originais dos alimentos.

À medida que a demanda crescia, tornou-se evidente a necessidade de controle sobre a origem da matéria-prima. A dependência de fornecedores externos limitava a expansão e comprometia a uniformidade do produto final. Diante desse desafio, a empresa adotou uma decisão estratégica no final da década de 1970 ao investir diretamente na produção agrícola. Em 1979, foi implantada uma grande área de cultivo no município de Moju, no Pará, região com condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento do coqueiro.

A fazenda rapidamente se destacou pelo porte e pela eficiência produtiva. Com aproximadamente 6 mil hectares plantados com variedades híbridas, o local passou a operar como um dos maiores polos de cultivo de coco do país. Em períodos de maior produtividade, a colheita diária pode ultrapassar a marca de 1 milhão de unidades, evidenciando o nível de escala alcançado. Esse movimento verticalizou a operação, garantindo fornecimento contínuo, redução de custos e maior controle de qualidade.

Apesar do crescimento consistente, a trajetória não esteve livre de turbulências. No início dos anos 1990, dificuldades financeiras colocaram em risco a continuidade das operações. Foi nesse cenário de pressão que surgiu uma das decisões mais relevantes para o futuro da empresa. Ao reavaliar seus processos, identificou-se que a água de coco, até então tratada como resíduo do processamento, poderia se tornar um produto com alto valor agregado.

A partir dessa percepção, iniciou-se um investimento em tecnologia de envase e conservação, permitindo a comercialização da água de coco em larga escala. O que antes era descartado passou a ocupar posição central no portfólio, abrindo um novo segmento de mercado e contribuindo diretamente para a recuperação financeira da companhia. A estratégia também dialogou com mudanças no comportamento do consumidor, cada vez mais interessado em bebidas naturais e funcionais.

Com o passar dos anos, a diversificação se intensificou. A empresa expandiu sua linha para incluir uma ampla gama de produtos derivados do coco, atendendo diferentes perfis de consumo e ampliando sua presença no varejo nacional. A combinação entre produção agrícola própria, capacidade industrial e distribuição estruturada consolidou sua posição como uma das principais referências do setor no Brasil.

Hoje, a marca reúne mais de três dezenas de itens em seu portfólio e mantém participação relevante no mercado, especialmente no segmento de água de coco. Sua trajetória reflete uma capacidade contínua de adaptação, marcada por decisões estratégicas que transformaram desafios em oportunidades. O modelo construído ao longo das décadas demonstra como inovação, controle da cadeia produtiva e leitura de mercado podem redefinir completamente um setor tradicional.

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agronegócioágua de cocococo raladoindústria alimentíciainovaçãoleite de cocosococo
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