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“Eu não deveria ter deixado ele”, diz jovem arrependida após amigo ser encontrado vivo no Pico Paraná

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Thayane Smith, de 19 anos, afirmou estar profundamente arrependida de ter deixado o amigo Roberto Farias Tomaz para trás durante a trilha ao Pico Paraná. O jovem desapareceu no dia 1º e foi localizado com vida na manhã desta segunda-feira, dia 5, após dias de buscas e grande mobilização de equipes de resgate e voluntários.

Em entrevista após o desfecho do caso, Thayane relatou que a decisão de seguir a trilha sem o amigo foi um erro grave. Segundo ela, o grupo havia combinado a regra básica de montanhismo de ir e voltar sempre junto, especialmente em uma região considerada de alto risco, com mata fechada, mudanças bruscas de clima e terreno acidentado. Ao quebrar esse princípio, ela reconhece que agiu de forma irresponsável e impulsiva.

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A jovem explicou que, no momento da separação, acreditou que Roberto conseguiria retornar sozinho ou reencontrar o caminho, o que não aconteceu. Com o passar das horas e a ausência de contato, a preocupação aumentou e o caso rapidamente ganhou repercussão, mobilizando familiares, amigos e autoridades. Roberto ficou cinco dias desaparecido, período marcado por incerteza e apreensão.

Thayane contou ainda que, mesmo após o desaparecimento do amigo, permaneceu na região do Pico Paraná. Segundo ela, chegou a subir o pico outras vezes enquanto as buscas aconteciam, acompanhando de perto as informações e aguardando notícias. A decisão de permanecer no local, segundo a jovem, foi motivada pela angústia e pela esperança de que Roberto fosse encontrado com vida.

Somente após a confirmação do resgate bem-sucedido é que Thayane deixou a região. Abalada emocionalmente, ela afirmou que o episódio serviu como um aprendizado duro, mas necessário. Para ela, a experiência reforçou a importância do planejamento, da responsabilidade e do cumprimento rigoroso das regras de segurança em trilhas e atividades de montanha.

Roberto Farias Tomaz foi encontrado consciente e com vida, o que trouxe alívio para familiares e amigos. O caso reacendeu o debate sobre os riscos de trilhas em áreas de difícil acesso e a necessidade de preparo, orientação adequada e decisões responsáveis durante esse tipo de atividade.

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