Os primeiros óculos inteligentes com tela da Meta surgiram em um vazamento inesperado, revelando dois modelos que prometem mudar a forma como interagimos com a tecnologia vestível. O material divulgado mostrou que a empresa está prestes a apresentar novidades que vão além das versões anteriores de seus smart glasses.
O modelo Ray-Ban Display traz a principal inovação: uma tela embutida na lente direita que atua como um visor sutil. Com ela, o usuário pode visualizar notificações, mapas e comandos rápidos sem precisar recorrer ao celular. Para controlar o dispositivo, a Meta incluiu uma pulseira especial equipada com sensores de eletromiografia de superfície, capazes de captar impulsos elétricos dos músculos do braço. Dessa forma, é possível executar ações por meio de movimentos discretos da mão, tornando a experiência mais natural e prática.

O segundo modelo é o Oakley Meta Sphaera, voltado para esportes e atividades ao ar livre. Seu design robusto e moderno inclui uma câmera central acima do nariz, que permite gravar vídeos e tirar fotos durante treinos ou aventuras. Essa versão parece focada em resistência e praticidade para quem busca tecnologia em movimento, combinando estética esportiva com funções inteligentes.
A parceria da Meta com a EssilorLuxottica, grupo que controla marcas como Ray-Ban e Oakley, já havia resultado nos Ray-Ban Stories lançados em 2021. Esses primeiros óculos contavam com câmera e áudio integrados, mas não possuíam tela. A nova geração representa um salto considerável, reforçado pelo investimento bilionário que a Meta fez no grupo, adquirindo participação acionária e mais influência sobre o desenvolvimento dos produtos.
Diferente de dispositivos como o Apple Vision Pro, que apostam em imersão completa em realidade aumentada, os óculos da Meta seguem uma linha mais leve e prática. A proposta é atuar como uma extensão do smartphone, oferecendo recursos rápidos e acessíveis de forma discreta e confortável. Isso pode ampliar a aceitação do público que busca utilidade no dia a dia sem a complexidade de equipamentos maiores.

Apesar das promessas, o projeto enfrenta desafios técnicos importantes. A tela precisa ser nítida em diferentes condições de iluminação, sem comprometer a visão natural. A bateria deve garantir boa autonomia, e a ergonomia precisa equilibrar leveza e durabilidade. Também existem preocupações quanto à privacidade, já que a presença de câmeras embutidas sempre gera debates sobre uso responsável.
A expectativa é que os novos modelos sejam oficialmente apresentados no Meta Connect, evento marcado para setembro de 2025. Até lá, as informações disponíveis alimentam a curiosidade e reforçam a ideia de que a Meta aposta em um futuro cada vez mais conectado, no qual a tecnologia se integra de forma discreta e funcional ao cotidiano das pessoas.