Minutos antes do anúncio oficial da morte de Isabel Veloso, aos 19 anos, ocorrido neste sábado, 10 de janeiro, uma denúncia feita pelo pai da jovem trouxe ainda mais comoção ao caso. Joelson Veloso usou as redes sociais para relatar sua insatisfação com as condições de tratamento oferecidas pelo hospital onde a filha estava internada, em Curitiba, no Paraná, e expressar preocupação com a condução do acompanhamento médico nos últimos dias de vida da jovem.
Isabel Veloso, que se tornou conhecida nas redes sociais ao compartilhar sua luta contra um Linfoma de Hodgkin diagnosticado aos 15 anos, estava internada desde novembro em estado considerado delicado. Segundo o relato do pai, apesar do empenho da equipe de terapia intensiva, teria havido falhas no acompanhamento especializado, especialmente na área de hematologia, essencial diante da gravidade do quadro clínico apresentado pela paciente.

Em sua manifestação pública, Joelson afirmou sentir que a filha não estava sendo acompanhada de forma adequada por toda a equipe multidisciplinar da unidade hospitalar. Ele destacou que, em situações de extrema instabilidade, como a vivida por Isabel, o monitoramento constante e integrado entre as especialidades médicas é fundamental para garantir a melhor assistência possível.
“Como pai da Isabel, venho expressar minha profunda preocupação com a condução do tratamento na UTI do Hospital Erasto Gaertner de Curitiba. Apesar de todo esforço da equipe de cuidados intensivos, sentimos ausência de um acompanhamento mais atento por parte da hematologia, especialmente diante de um quadro tão delicado e instável. Isabel precisa de atenção integral e constante. Ela é mais que um caso clínico, é uma jovem cheia de vida, fé e vontade de viver”, escreveu Joelson na mensagem divulgada aos seguidores.
Ainda segundo o pai, o quadro de saúde da filha não apresentava sinais de melhora ao longo do período de internação. Diante disso, a família teria solicitado providências urgentes e maior comprometimento com a recuperação da paciente, na esperança de que novas medidas pudessem ser adotadas para reverter a situação clínica.
Pouco tempo após a publicação da denúncia, a morte de Isabel Veloso foi confirmada, gerando forte repercussão nas redes sociais e entre seguidores que acompanhavam sua trajetória marcada por coragem, fé e exposição pública do enfrentamento à doença. Até o momento do anúncio do falecimento, o hospital não havia se pronunciado oficialmente sobre o estado de saúde da paciente.
Após a repercussão do caso, o Hospital Erasto Gaertner de Curitiba divulgou uma nota nas redes sociais. Na manifestação, a instituição afirmou que, durante todo o período de internação, Isabel recebeu assistência integral, contínua e humanizada, com atuação multiprofissional e acompanhamento permanente das equipes envolvidas no tratamento. O hospital não entrou em detalhes específicos sobre os questionamentos feitos pela família nem sobre eventuais falhas apontadas na denúncia.
O caso reacende o debate sobre a comunicação entre hospitais e familiares, especialmente em situações de pacientes em estado grave, além da importância da atuação integrada entre diferentes especialidades médicas em tratamentos oncológicos complexos. A família de Isabel, agora em luto, segue recebendo manifestações de solidariedade de internautas e admiradores que acompanharam de perto a história da jovem.