A polêmica em torno das correias banhadas a óleo, já conhecida dos brasileiros por conta das inúmeras reclamações envolvendo modelos da Chevrolet, agora também atinge a gigante europeia Stellantis. Donos de veículos equipados com os motores 1.0 e 1.2 PureTech têm enfrentado sérios problemas de durabilidade, o que levou o conglomerado automotivo a tomar uma decisão drástica: substituir o sistema por corrente metálica em seus modelos vendidos na Europa.
O problema ganhou repercussão depois que milhares de motoristas relataram falhas prematuras no componente. As correias, projetadas para funcionar imersas em óleo lubrificante com a promessa de menor atrito e ruído, acabaram se degradando rapidamente. Em muitos casos, fragmentos da correia contaminaram o sistema de lubrificação do motor, causando danos internos graves e, em situações mais extremas, a perda total do propulsor.
A Stellantis, conglomerado que reúne marcas como Peugeot, Citroën, Fiat e Opel, foi obrigada a responder aos consumidores europeus com ações de recall, trocas preventivas e até ressarcimentos financeiros em diversos países. Além disso, para evitar novos casos e restaurar a confiança do mercado, a empresa decidiu substituir as correias banhadas a óleo por correntes de aço em seus novos motores PureTech, pelo menos nos modelos produzidos e vendidos na Europa.

A adoção das correias úmidas era vista como um avanço tecnológico quando foi implementada, pois prometia mais eficiência, menos ruído e manutenção reduzida. No entanto, na prática, a baixa resistência ao desgaste e à degradação em contato com o óleo revelou uma fragilidade preocupante. Muitos especialistas apontam que o problema está relacionado tanto ao material das correias quanto à qualidade e viscosidade do óleo utilizado no motor.
O caso serve como alerta para outras montadoras que adotaram o mesmo tipo de tecnologia e reacende o debate sobre a durabilidade real desses componentes. Enquanto isso, consumidores seguem pressionando as marcas por transparência, garantias estendidas e soluções que não pesem no bolso de quem já sofreu com as falhas desse sistema.
No Brasil, onde a Chevrolet utilizou correias banhadas a óleo em diversos modelos da linha Onix e Tracker, as reclamações são antigas. A troca de experiências entre consumidores nas redes sociais e fóruns especializados demonstra que o problema é global e não restrito a uma montadora ou região.
Diante da pressão, a expectativa é que outras fabricantes também revisem suas estratégias e busquem alternativas mais robustas e confiáveis para seus sistemas de sincronismo.


Onix carro muito bom, designer perfeito, mais essa correia, não encaixou bem nos públicos que usa o carro pra trabalho, fazendo assim um manutenção em curto prazo, então o cliente acaba optando por um material mais barato, trazendo consequências drásticas….
No meu ponto de vista a correia seca ou metálica, ainda seria uma boa opção ….