Ex-mulher de Elon Musk revela apelido cruel que ele dá às mães de seus 14 filhos
Justine Wilson detalha o convívio que teve com Elon Musk e revela como o bilionário se refere às mulheres que são mães de seus catorze filhos
A escritora canadense Justine Wilson concedeu um depoimento longo e detalhado para o documentário “Musk”, dirigido pelo cineasta vencedor do Oscar Alex Gibney, e trouxe à tona informações inéditas sobre a intimidade do relacionamento que manteve com o fundador da Tesla e da SpaceX. O filme, com quase quatro horas de duração, estreou no Festival de Veneza em 8 de setembro e chega às salas de cinema dos Estados Unidos em 16 de outubro.
Um vocabulário que expõe uma visão sobre maternidade
Um dos pontos centrais do depoimento de Justine diz respeito à forma como Musk se refere às mulheres que tiveram filhos com ele. De acordo com a escritora, o empresário usa a palavra “parideiras” para descrever as mães de seus catorze filhos, tratando o papel delas de maneira funcional e reduzindo a maternidade a um processo reprodutivo. Ela relata ainda que, segundo Musk, essas mulheres seriam intercambiáveis entre si, uma afirmação que, para Justine, resume a lógica com a qual ele encara a formação de sua extensa família.
Uma relação marcada por controle desde o primeiro dia
Justine também narra que a dinâmica de poder dentro do casamento ficou clara já na cerimônia de casamento, ocorrida no ano 2000. Durante a primeira dança do casal, Musk teria afirmado que era o “alpha” da relação, uma frase que, segundo ela, estabeleceu o tom de tudo o que viria a seguir. Ao longo dos oito anos de casamento, a escritora afirma ter se sentido cada vez mais apagada dentro da própria relação, descrevendo a sensação como uma espécie de irrelevância constante, como se sua opinião e sua individualidade não tivessem peso nas decisões do casal.
Ela relata ainda que foi justamente nessa convivência que aprendeu o significado prático do termo gaslighting, uma manipulação psicológica em que a vítima passa a duvidar da própria percepção da realidade. Segundo Justine, Musk falava com ela com frequência da mesma maneira como se dirigia a funcionários, o que reforçava a hierarquia que, segundo ela, definia o casamento.
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Um casamento que também guarda uma perda irreparável
Justine Wilson e Elon Musk se casaram em janeiro de 2000 e ficaram juntos até 2008. Nesse período tiveram seis filhos. O primeiro deles, Nevada Alexander, nasceu em maio de 2002 e morreu apenas dez semanas depois, vítima de complicações associadas à síndrome da morte súbita infantil. Depois da perda, o casal teve os gêmeos Vivian e Griffin e, na sequência, os trigêmeos Kai, Saxon e Damian.
O documentário também dedica um espaço à relação de Musk com a filha Vivian, que é uma mulher transgênero. Segundo Justine, o empresário interrompeu o plano de saúde da filha depois que ela assumiu publicamente sua identidade de gênero e, até o momento do depoimento, nunca teria buscado reconstruir o vínculo com ela. Mesmo assim, Justine afirma que, em algum momento, Musk pediu que ela transmitisse à filha a mensagem de que sempre a amaria.
Uma família que hoje reúne catorze filhos e quatro mães
Depois da separação de Justine, Musk teve filhos com outras três mulheres. Com a cantora Grimes, ele é pai de três crianças, nascidas entre 2020 e 2022. Com Shivon Zilis, executiva da Neuralink, empresa de neurotecnologia fundada por Musk, ele soma quatro filhos, entre eles um par de gêmeos nascidos em 2021. Mais recentemente, com a ex-influenciadora conservadora Ashley St. Clair, o empresário teve seu décimo quarto filho, nascido em 2024. Somando as quatro relações, Musk é hoje pai de catorze crianças reconhecidas publicamente, seis com Justine, três com Grimes, quatro com Shivon e uma com Ashley.
Um discurso público que contrasta com os relatos privados
As declarações feitas por Justine no documentário reacendem a discussão sobre a postura pública que Musk adota em relação à paternidade. Nos últimos anos, o bilionário tem defendido abertamente o aumento das taxas de natalidade ao redor do mundo, chegando a afirmar que a queda na natalidade representa um dos maiores riscos que a civilização enfrenta atualmente. Em publicações nas redes sociais, ele já declarou estar fazendo a sua parte para enfrentar o que chama de crise de subpopulação global.
A reação do bilionário ao documentário
Musk não participou das gravações do filme e já havia se posicionado contra o projeto antes mesmo de sua estreia. Em publicação feita em sua rede social no dia 9 de setembro, ele classificou o documentário como uma peça de ataque e criticou a duração da produção, chamando o resultado de entediante. A equipe jurídica do empresário também classificou o trabalho como tendencioso, alegando que os produtores teriam partido de conclusões pré definidas antes de iniciar as entrevistas. O diretor Alex Gibney rebateu as críticas publicamente, defendendo a apuração jornalística feita ao longo da produção, que reuniu depoimentos de ex-companheiras, ex-funcionários e pessoas próximas ao empresário.
Fontes consultadas: Yahoo Entertainment, People, Complex, E News, IBTimes UK, HuffPost, AOL e Today, com informações complementares das agências AFP e Reuters e da revista Variety.