Pesquisa: Às vésperas do 1º turno, Flávio tem 51% de rejeição e Lula, 48%
Flávio lidera rejeição com 51%, Lula tem 48% e empate técnico marca a disputa presidencial às vésperas do 1º turno hoje!
A poucos dias do primeiro turno, o senador Flávio Bolsonaro, do PL, aparece com a maior taxa de rejeição entre os candidatos à Presidência da República. O índice é de cinquenta e um por cento. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, registra quarenta e oito por cento. A diferença de três pontos percentuais coloca o senador numericamente à frente, mas o cenário é de empate técnico, porque a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Na comparação com a rodada anterior, a rejeição de Flávio Bolsonaro oscilou para cima. A de Lula variou um ponto percentual para baixo. O movimento mostra que o senador enfrenta um aumento da resistência do eleitorado no período que antecede a votação, enquanto o presidente conseguiu reduzir marginalmente o índice negativo. Ainda assim, os dois permanecem em patamar elevado, acima de quarenta por cento, o que indica que uma parcela significativa do eleitorado rejeita ambos os nomes.
O candidato Augusto Cury, do Avante, aparece com a menor taxa de rejeição entre os postulantes avaliados. O índice é de trinta e três por cento. O número é dezoito pontos percentuais inferior ao de Flávio Bolsonaro e quinze pontos percentuais menor que o de Lula. A posição de Cury pode ser explicada pelo menor conhecimento do eleitorado em relação ao seu nome, o que reduz a rejeição, mas também pode limitar o crescimento nas intenções de voto.
Foram ouvidos dois mil eleitores por telefone entre os dias vinte e cinco e vinte e sete de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O intervalo de confiança é de noventa e cinco por cento. Os dados foram coletados em um período próximo da votação, quando o eleitorado costuma definir com mais clareza suas escolhas e suas rejeições.
A rejeição é um dos principais termômetros do cenário eleitoral porque mede a proporção de eleitores que afirmam não votar em determinado candidato de jeito nenhum. Taxas elevadas podem indicar dificuldade de crescimento nas intenções de voto e servem como alerta para as campanhas. Em uma disputa acirrada, o índice negativo pode ser decisivo para definir quem avança ao segundo turno e quem fica pelo caminho.
O quadro mostra que Flávio Bolsonaro e Lula concentram os maiores índices de rejeição entre os candidatos. A diferença entre os dois é pequena e está dentro da margem de erro, o que impede afirmar que um esteja em situação claramente pior que o outro nesse quesito. O empate técnico reforça a leitura de que a eleição segue polarizada e de que ambos precisam lidar com uma parcela relevante do eleitorado que não os aceita.
Para as campanhas, o desafio é reduzir a rejeição sem perder apoio entre os eleitores que já demonstram intenção de voto. Flávio Bolsonaro precisa conter a alta registrada na rodada mais recente. Lula, por sua vez, viu o índice recuar um ponto percentual, movimento que pode ser lido como uma leve melhora, mas ainda insuficiente para alterar de forma significativa o patamar de resistência. Augusto Cury, com a menor rejeição, pode tentar se apresentar como uma alternativa menos desgastada, embora o menor conhecimento sobre seu nome também imponha limites à sua projeção.
Nesta segunda, vinte e oito de setembro, os números foram conhecidos às vésperas do primeiro turno. O cenário reforça que a rejeição será um fator central na reta final da campanha e pode influenciar diretamente o comportamento do eleitorado no dia da votação.
Fonte: Pesquisa BTG/Nexus, décima sexta rodada, divulgada em vinte e oito de setembro de dois mil e vinte e seis. Levantamento ouviu dois mil eleitores entre os dias vinte e cinco e vinte e sete de setembro, por telefone, com intervalo de confiança de noventa e cinco por cento. Pesquisa contratada pelo BTG Pactual e registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR 07557/2026.