Trump quer renomear o Oceano Atlântico ou o Pacífico para “Oceano Trump” ou “Oceano das Américas”
Trump sugere renomear Atlântico ou Pacífico como Oceano Trump ou Oceano das Américas em comício no Tennessee neste sábado
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a provocar reações ao sugerir, durante um comício na cidade de Clarksville, no estado do Tennessee, na noite de sábado, dez de outubro de dois mil e vinte e seis, que o Oceano Atlântico ou o Oceano Pacífico poderiam ser renomeados como Oceano Trump ou Oceano das Américas. A declaração foi feita em um discurso de mobilização para as eleições de meio de mandato, previstas para novembro, e arrancou risos e aplausos da plateia presente.
Trump mencionou outras mudanças de nomenclatura que já promoveu. Disse que o Golfo do México passou a ser chamado de Golfo das Américas e que o Lago Ontário foi renomeado como Lago América. Em seguida, afirmou que precisava de um rio e de um oceano. Estava pensando que poderíamos chamar o Atlântico ou o Pacífico de Oceano Trump ou Oceano das Américas, algo assim, declarou. O presidente também comentou que gostaria de ter um oceano com seu nome antes de deixar o cargo.
A fala não veio acompanhada de qualquer anúncio oficial. Não houve assinatura de ordem executiva, decreto ou encaminhamento de proposta ao Congresso. A Casa Branca não divulgou comunicado sobre o tema após o comício. Até o momento, a sugestão permanece no campo retórico, sem efeitos práticos sobre a nomenclatura internacional.
A menção ao rio Hudson também apareceu no discurso. Trump disse que não pretende alterar o nome do rio que atravessa Nova York, em homenagem ao explorador Henry Hudson. Ele também descartou mudar a denominação do rio Mississippi. As declarações foram feitas em tom informal, enquanto o presidente listava mudanças geográficas que considerava parte de sua herança política.
A possibilidade de renomear oceanos levanta questões sobre a extensão do poder presidencial. Nos Estados Unidos, a Junta de Nomes Geográficos é o órgão responsável por padronizar a nomenclatura oficial usada pelo governo federal. Suas decisões orientam mapas, documentos e registros oficiais, mas não obrigam outros países nem organismos internacionais a adotarem as mesmas denominações. México e Canadá, por exemplo, rejeitaram as mudanças anteriores promovidas por Trump no Golfo do México e no Lago Ontário.
As renomeações anteriores ocorreram por meio de ordens executivas. Em janeiro de dois mil e vinte e cinco, Trump determinou que o governo federal passasse a adotar o nome Golfo das Américas em substituição a Golfo do México. Em agosto de dois mil e vinte e seis, assinou outro decreto para alterar o nome do Lago Ontário para Lago América no uso oficial federal. A proposta de renomear um oceano, no entanto, representa um desafio de escala muito maior, dada a dimensão geopolítica e a projeção internacional dessas massas de água.
A alteração de nome de um oceano teria impacto em tratados internacionais, rotas marítimas, documentos de navegação e bases de dados cartográficas. Diferentemente de um golfo ou de um lago, os oceanos são referências globais usadas por múltiplos países, empresas de transporte e instituições científicas. Qualquer mudança unilateral teria efeito apenas no uso oficial dos Estados Unidos, sem reconhecimento automático por outras nações.
A declaração ocorre em um momento de baixa popularidade do governo e de esforço do presidente para mobilizar a base republicana antes das eleições legislativas. No mesmo comício, Trump reafirmou a promessa de pagar cinco mil dólares a cada adulto americano caso os republicanos mantenham o controle da Câmara e do Senado. Finjam, apenas finjam que estou concorrendo, disse ele aos apoiadores.
Até o momento, não há indicação de que a sugestão do Oceano Trump ou do Oceano das Américas avance para além do terreno retórico. A ausência de qualquer ato oficial mantém a proposta no campo das declarações de campanha, sem consequências práticas para a nomenclatura internacional.
Fontes consultadas: CNN Brasil, Peru21, EFE, The Washington Post, DID Press Agency e Times Now News.