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Política

“Um pra você, três pra mim”: como Kim Jong-un teria transformado a economia da Coreia do Norte

By Régis Andrade
25 de agosto de 2026 13 Min Read
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Na Coreia do Norte, a miséria deixou de ser acidente e virou instrumento de controle político e extração de riqueza

A arquitetura econômica da Coreia do Norte passou por uma mutação silenciosa e profunda nos últimos cinco anos. O país que durante décadas se apresentou ao mundo como uma fortaleza ideológica impenetrável começou a operar, na prática, um modelo híbrido de capitalismo de Estado. A lógica central desse sistema foi resumida por desertores e ex-funcionários do aparato produtivo em uma frase que corre os corredores da burocracia norte-coreana: uma parte para quem produz, três partes para o Estado. A proporção não está escrita em nenhum manual oficial. Ela se manifesta nas fábricas têxteis de Pyongyang, nas minas de carvão de Hamgyong, nas docas de Wonsan e nas cooperativas agrícolas de Hwanghae.

A base desse arranjo é a seguinte. Cada unidade produtiva, seja uma fábrica estatal ou uma fazenda coletiva, recebe uma meta oficial de produção. Durante décadas, todo o excedente produzido além dessa meta era confiscado integralmente pelo Estado. O trabalhador não via diferença entre produzir o mínimo ou se esforçar além do exigido. O resultado foi estagnação, desmotivação e a eterna dependência de rações fornecidas pelo governo. Esse modelo começou a ruir de forma definitiva durante a pandemia de covid-19, quando o fechamento total das fronteiras interrompeu o fornecimento de insumos, combustível e alimentos importados. Sem acesso a fertilizantes chineses, peças de reposição russas ou ajuda humanitária internacional, a economia formal entrou em colapso técnico. Foi nesse vazio que o regime permitiu, primeiro de forma tácita e depois cada vez mais explícita, a retenção de uma fração do excedente pelos produtores.

A fração não foi definida por lei. Foi imposta pela prática. Em unidades piloto ligadas ao Exército Popular e ao Partido dos Trabalhadores, os gerentes passaram a reter aproximadamente um quarto do que fosse produzido acima da meta estipulada. Esse um quarto, ou uma parte, poderia ser vendido em mercados autorizados. O restante, ou três partes, deveria ser entregue aos órgãos estatais de coleta, que o redistribuíam entre o próprio Estado central, o aparato partidário e os fundos militares. Assim nasceu a proporção que define o novo cotidiano econômico norte-coreano. Ela criou um incentivo imediato ao aumento da produtividade, mas também aprofundou a exploração. O trabalhador que se esforça além do limite recebe uma fatia menor do que aquela que produz. O Estado, por sua vez, arrecada três vezes mais sem precisar investir em melhorias salariais, infraestrutura ou condições de trabalho.

A transformação não teria sido possível sem uma mudança paralela no sistema financeiro interno. Durante décadas, o won norte-coreano foi uma moeda sem lastro real, sujeita a desvalorizações arbitrárias decretadas pelo governo. A mais traumática delas, em 2009, destruiu as economias de milhões de famílias da noite para o dia. A partir de 2021, o regime passou a tolerar e até estimular o uso de moeda estrangeira nos mercados autorizados. O dólar americano, o yuan chinês e, mais recentemente, o rublo russo passaram a circular com regularidade em Pyongyang, nas zonas econômicas especiais e nos portos do nordeste. A cotação do won passou a flutuar de acordo com a oferta e a procura, algo impensável há dez anos. Pequenas casas de câmbio operam com autorização tácita de autoridades locais. Lojas de luxo aceitam apenas moeda forte. Trabalhadores que recebem parte do pagamento em dólares ou yuans conseguem comprar bens que a moeda local não alcança.

Essa dolarização parcial da economia criou uma nova classe de consumidores. Em Pyongyang, o bairro de Mirae, construído para abrigar cientistas e funcionários de alto escalão, viu surgir cafeterias com máquinas de espresso italianas, lojas de cosméticos importados e revendedoras de eletrônicos chineses. Nos arredores da estação central, táxis operam com taxímetros digitais. Nos mercados de Tongil e Kwangbok, vendedores exibem etiquetas de preço em três moedas. Nada disso aparece nos relatórios oficiais do governo. A propaganda estatal continua exibindo tratores e bandeiras vermelhas. Mas a realidade urbana de Pyongyang em 2026 está mais próxima de uma capital asiática em desenvolvimento acelerado do que da cidade cinzenta e silenciosa das décadas anteriores.

O contraste com as províncias é brutal. Nas regiões agrícolas de Ryanggang e Chagang, a moeda estrangeira é rara. O escambo voltou a ser a forma dominante de troca. Famílias trocam milho por sal, carvão por tecido, remédios por óleo de cozinha. A eletricidade chega por algumas horas à noite, quando as hidrelétricas conseguem operar com volume mínimo de água. Hospitais provinciais funcionam sem antibióticos básicos. Escolas rurais fecham durante o inverno por falta de aquecimento. A mortalidade infantil segue elevada, embora os números exatos sejam impossíveis de verificar. O programa de distribuição pública de alimentos, que já foi a espinha dorsal da sobrevivência nacional, hoje atende apenas moradores de Pyongyang, militares da ativa e trabalhadores de setores estratégicos. Para o restante da população, a única alternativa é o mercado informal, os subornos e a migração sazonal para as cidades costeiras.

A Organização das Nações Unidas estima que aproximadamente 11 milhões de norte-coreanos, o equivalente a 45 por cento da população, enfrentam insegurança alimentar crônica. O número não é novo. O que mudou foi a resposta do regime a essa crise permanente. Em vez de ampliar a ajuda estatal ou reabrir o país à assistência humanitária, Kim Jong-un optou por aprofundar a militarização da economia e por transformar a escassez em instrumento de controle político. Quem demonstra lealdade ao Partido recebe acesso a rações suplementares, moradia em bairros novos e permissão para viajar entre províncias. Quem questiona, reclama ou simplesmente não produz o esperado é excluído das listas de distribuição. A fome, nesse contexto, não é um fracasso da política econômica. É uma engrenagem deliberada do sistema de poder.

A aproximação com a Rússia a partir de 2023 acelerou essa dinâmica. A Coreia do Norte passou a fornecer munição de artilharia, projéteis de longo alcance e equipamento militar para as forças russas envolvidas no conflito na Ucrânia. Em troca, Moscou passou a enviar petróleo refinado, fertilizantes, trigo e tecnologia de mísseis. Mais importante para a economia cotidiana, a Rússia se tornou uma fonte estável de moeda forte. Pagamentos por armamentos são feitos em rublos e dólares, muitas vezes por meio de intermediários em países terceiros. Esses recursos entram na Coreia do Norte por canais controlados pelo Bureau 39, o departamento secreto do Partido responsável por gerar divisas para a liderança. Parte desse dinheiro financia o novo consumo de elite em Pyongyang. Outra parte é usada para comprar lealdade de generais e burocratas. Uma fração mínima chega às províncias na forma de fertilizantes e combustível.

O porto de Rajin, no extremo nordeste, se tornou o principal ponto de entrada desses recursos. Navios russos atracam com regularidade, descarregam contêineres lacrados e partem carregados de munição. Autoridades locais recebem pagamentos em dólar para facilitar a logística. Comerciantes chineses atravessam a fronteira em Hunchun com malas de dinheiro vivo. A cidade de Rason, que opera como zona econômica especial desde os anos 1990, vive um boom imobiliário. Novos armazéns, hotéis e casas de câmbio surgem a cada mês. O tráfego de caminhões entre Rason e a província chinesa de Jilin aumentou de forma exponencial. A alfândega chinesa registrou um crescimento expressivo no volume de mercadorias trocadas com a Coreia do Norte em 2024 e 2025, embora os números oficiais sejam considerados subestimados por analistas independentes.

Esse fluxo de recursos permitiu ao regime iniciar uma série de obras de infraestrutura com forte apelo propagandístico. Em Pyongyang, o complexo de apartamentos de Hwasong foi concluído em tempo recorde. Na costa leste, o resort turístico de Kalma, prometido há mais de uma década, finalmente abriu portas para visitantes russos. Fábricas de cimento e fertilizantes em Nampo e Hamhung receberam equipamento novo vindo da China. O metrô de Pyongyang ganhou novos trens, importados de forma indireta por meio de empresas de fachada. A televisão estatal exibe essas obras como prova do que chama de transformação milagrosa. Mas não menciona que os trabalhadores envolvidos nas construções recebem rações reduzidas, que os materiais foram pagos com dinheiro de armas e que a manutenção dessas estruturas dependerá de um fluxo externo incerto.

O setor de mineração é outro pilar dessa nova economia. A Coreia do Norte possui reservas significativas de carvão, ferro, magnesita, zinco e minérios raros. Durante anos, as sanções internacionais impediram a exportação desses produtos. Com a aproximação russa e a conivência de intermediários chineses, o escoamento foi retomado de forma disfarçada. Minério de ferro norte-coreano é misturado a cargas russas e exportado como se fosse de origem siberiana. Carvão é transportado por via marítima com transbordo em alto-mar para navios de bandeira conveniente. Magnesita é vendida a compradores asiáticos por preços abaixo do mercado. O Estado fica com a maior parte da receita. As empresas mineradoras, muitas delas controladas por generais reformados, ficam com uma comissão. Os mineiros recebem rações e, em alguns casos, pequenos pagamentos em moeda estrangeira. A produtividade aumentou. A expectativa de vida dos trabalhadores, não.

O sistema de cotas também foi reformulado no setor agrícola. Durante décadas, as fazendas coletivas entregavam toda a produção ao Estado, que então redistribuía as rações. Esse modelo gerava desperdício e desvio. A partir de 2022, o regime autorizou a criação de equipes familiares de cultivo em algumas províncias. Cada família recebe uma parcela de terra e uma meta de entrega. O que sobra pode ser vendido em mercados locais. A produtividade agrícola melhorou de forma perceptível. Hortaliças, milho e batata passaram a circular com mais frequência nos mercados rurais. No entanto, a meta de entrega foi calibrada para deixar às famílias apenas o mínimo necessário para a subsistência. O restante segue para os armazéns estatais. Em anos de seca ou inundação, a meta não é reduzida. As famílias são obrigadas a entregar a mesma quantidade, mesmo que isso signifique passar fome. O Estado, mais uma vez, garante a sua parte antes de pensar na população.

A eletricidade é outro indicador revelador. A Coreia do Norte nunca teve um sistema elétrico confiável. As hidrelétricas envelhecidas e as termelétricas a carvão operam com capacidade reduzida. Mas a partir de 2023, o fornecimento em Pyongyang tornou-se mais estável. Novas linhas de transmissão foram instaladas com tecnologia chinesa. Bairros inteiros da capital passaram a ter energia durante a maior parte do dia. O contraste com as demais regiões é evidente em imagens de satélite noturnas. Pyongyang aparece como uma mancha luminosa isolada em meio a um território escuro. Essa concentração de energia tem uma função política clara. Garantir que a capital funcione como vitrine do regime e como centro de extração de riqueza das províncias. A energia não chega às áreas rurais porque o custo político dessa ausência é considerado aceitável pela liderança.

A mão de obra norte-coreana também se tornou um produto de exportação valioso. Milhares de trabalhadores foram enviados para a Rússia nos últimos três anos para atuar na construção civil, na exploração madeireira e na agricultura. Eles trabalham em condições rigorosas, com jornadas longas e liberdade de movimento restrita. A maior parte do salário é retida pelo Estado. Aos trabalhadores, cabe uma pequena mesada em moeda local. O dinheiro arrecadado em rublos alimenta os cofres do Partido e financia importações de bens de luxo para a elite. As Nações Unidas consideram essa prática uma violação das sanções. O governo norte-coreano nega a existência desses trabalhadores. As autoridades russas não comentam. Mas o fluxo é documentado por organizações de direitos humanos e por agências de inteligência ocidentais. Para as famílias que ficam na Coreia do Norte, ter um parente enviado ao exterior é visto como uma bênção. Significa acesso a remessas indiretas e a proteção contra a fome absoluta.

A propaganda do regime adaptou-se a essa nova realidade. O discurso sobre autossuficiência, que dominou a era de Kim Il-sung e Kim Jong-il, foi sendo substituído por uma narrativa de pragmatismo econômico. Kim Jong-un já admitiu, em discursos internos, que o país precisa aprender com experiências estrangeiras. Isso era impensável há uma década. A televisão estatal passou a exibir reportagens sobre técnicas agrícolas modernas, sobre gestão de fábricas e sobre a importância da qualidade dos produtos. O Partido criou cursos de formação para gerentes de empresas estatais. Publicações internas discutem conceitos como lucro, produtividade e eficiência. Nada disso significa abertura política. Pelo contrário. Quanto mais o regime tolera práticas capitalistas na economia, mais endurece o controle ideológico na sociedade. O medo de que a prosperidade relativa gere demandas por liberdade política leva a um aumento da vigilância, da censura e da repressão.

O aparato de segurança acompanha de perto os novos ricos de Pyongyang. Comerciantes bem-sucedidos, gestores de fábricas e intermediários de comércio exterior vivem sob vigilância constante. Suas contas são monitoradas. Suas viagens são controladas. Seus filhos são mantidos como garantia de bom comportamento. O regime permite o enriquecimento, mas não tolera a independência. Quem acumula riqueza sem demonstrar lealdade é acusado de corrupção, tem os bens confiscados e pode ser enviado a campos de trabalho. O enriquecimento é visto como uma concessão temporária, revogável a qualquer momento. Essa incerteza permanente impede o surgimento de uma classe empresarial autônoma. Todos os que prosperam sabem que a sua riqueza pertence, em última instância, ao Estado. A frase que circula entre eles é reveladora: o Partido dá, o Partido tira.

A juventude norte-coreana vive essa contradição de forma intensa. Nas cidades, jovens com acesso a telefones celulares e a memórias USB contrabandeadas assistem a séries sul-coreanas, ouvem música estrangeira e sonham com uma vida diferente. Nas escolas, aprendem a recitar a história oficial do regime e a denunciar colegas que demonstrem desvios ideológicos. O serviço militar obrigatório, que dura até dez anos para homens, retarda a entrada no mercado de trabalho e reforça a disciplina. Mulheres jovens encontram espaço no comércio informal, que se tornou uma das poucas vias de ascensão social disponíveis. As feiras de Pyongyang são dominadas por vendedoras que administram pequenos negócios com notável habilidade. Elas enfrentam assédio de autoridades, taxas informais e a ameaça constante de confisco. Mesmo assim, seguem em frente. Para muitas, é a única forma de alimentar os filhos.

A relação com a China continua sendo o eixo central da economia norte-coreana, apesar da aproximação com a Rússia. Pequim mantém a Coreia do Norte sob uma forma de dependência estrutural. A maior parte dos alimentos, combustíveis e bens de consumo que abastecem os mercados norte-coreanos tem origem chinesa. As empresas chinesas operam nas zonas econômicas especiais com autorização tácita do regime. Os bancos chineses facilitam transações em yuan, apesar das sanções internacionais. Pequim não quer um colapso da Coreia do Norte. Um colapso geraria uma onda de refugiados, instabilidade na fronteira e a possibilidade de uma península unificada sob influência americana. Por isso, tolera desvios, ignora violações e mantém o comércio fluindo. Mas essa tolerância tem limites. A China não deseja uma Coreia do Norte forte demais, capaz de gerar instabilidade militar na região. O equilíbrio é frágil e depende de cálculos geopolíticos que mudam a cada ano.

A Coreia do Sul observa essa transformação com preocupação. O governo em Seul mantém canais de inteligência ativos e monitora a economia do norte por meio de imagens de satélite, interceptações e depoimentos de desertores. Para os analistas sul-coreanos, o novo modelo econômico de Kim Jong-un não é um prelúdio de abertura política. É uma estratégia de sobrevivência do regime. Ao permitir formas limitadas de mercado, Kim Jong-un reduz a pressão popular e garante recursos para o aparato militar. Ao se aliar à Rússia, reduz a dependência da China e ganha margem de manobra diplomática. Ao manter a fome e a escassez em níveis controlados, garante que a população continue dependente do Estado. Nada nesse arranjo aponta para uma transição pacífica. A chamada transformação milagrosa é, na verdade, uma reforma autoritária desenhada para prolongar o poder de uma família que governa a Coreia do Norte desde 1948.

O custo humano desse modelo é incalculável. Organizações internacionais estimam que a Coreia do Norte mantém dezenas de milhares de presos políticos em campos de trabalho forçado. Muitos são enviados para lá por delitos econômicos, como roubo de comida, comércio não autorizado ou tentativa de fuga. O trabalho desses prisioneiros é usado para extrair minério, construir estradas e produzir bens exportáveis. As condições são descritas por sobreviventes como desumanas. A taxa de mortalidade é alta, embora não existam números oficiais. O silêncio da comunidade internacional diante dessa situação contrasta com a atenção dada aos testes de mísseis e às ameaças nucleares. Enquanto o mundo discute ogivas e alcances, milhões de norte-coreanos vivem em um regime de terror econômico que se intensifica a cada ano.

A transformação econômica da Coreia do Norte não é uma farsa. Ela é real e mensurável em certos indicadores. O volume de comércio exterior cresceu. A construção civil se acelerou. Os mercados urbanos se diversificaram. O acesso a bens de consumo melhorou para uma parcela da população. Mas essa transformação tem uma natureza específica. Ela não nasceu de uma decisão ideológica de abrir o país. Nasceu da necessidade de sobrevivência de um regime isolado e ameaçado. Ela não beneficia a maioria. Beneficia uma elite que se apropria da maior parte dos ganhos. Ela não reduz a repressão. Aumenta o controle social sobre os que tentam escapar da miséria. A expressão uma parte para quem produz, três partes para o Estado resume essa lógica com precisão cirúrgica. É a economia de um sistema que aprendeu a extrair riqueza da pobreza sem abrir mão do medo.

A pergunta que permanece é sobre a sustentabilidade desse arranjo. Até quando a Rússia continuará pagando por armas e munições. Até quando a China tolerará desvios comerciais e violações de sanções. Até quando a população suportará a combinação de trabalho exaustivo, fome permanente e vigilância constante. Até quando a elite aceitará enriquecer sem poder desfrutar plenamente da riqueza acumulada. Nenhuma dessas respostas é conhecida. O que se sabe é que a Coreia do Norte atravessa um momento de transformação profunda, cujas consequências ainda não se manifestaram por completo. O país não está à beira do colapso. Também não está caminhando para a prosperidade. Está, isso sim, construindo uma nova forma de autoritarismo econômico, mais sofisticada e mais resistente do que o modelo anterior. E essa construção, silenciosa e constante, é a verdadeira transformação milagrosa de Kim Jong-un.

Fontes consultadas

Relatórios anuais do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas sobre segurança alimentar na Coreia do Norte.

Estimativas econômicas do Banco da Coreia do Sul relativas ao crescimento e ao comércio exterior norte-coreano.

Depoimentos de desertores de alto escalão arquivados no Banco de Dados sobre Direitos Humanos da Coreia do Norte.

Análises do Instituto Coreano para Política Econômica Internacional.

Relatórios do painel de especialistas do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a implementação de sanções.

Dados da alfândega da China sobre comércio bilateral com a Coreia do Norte.

Imagens de satélite e estudos do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais dos Estados Unidos.

Documentos do Serviço Nacional de Inteligência da Coreia do Sul.

Registros de movimentação portuária e transbordo marítimo compilados por organizações independentes de monitoramento.

Publicações internas do Partido dos Trabalhadores da Coreia obtidas por meio de canais não oficiais.

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